Ícone do site Diário do Transporte

Câmara aprova projeto que prevê criação de “Bilhete Único” para policiais e agentes da GCM

Ônibus na capital paulista. Sistema tem o custo de R$ 8 bilhões ao ano. Foto: Adamo Bazani (Diário do Transporte) -Clique para Ampliar

Atualmente, profissionais de segurança não passam pelas catracas. Com registro pelos validadores, conta de subsídios pode crescer

ADAMO BAZANI

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou no dia 15 de maio de 2019, um projeto de lei de 2017 (PL 132/17) de autoria dos vereadores Reis (PT) e Edir Sales (PDT) que institui o passe-livre a Guardas Civis Metropolitanos e Policiais Civis e Militares que residam na cidade.

O projeto, que segue para o prefeito Bruno Covas, prevê a possibilidade da criação de um “bilhete único” para estes agentes. Com isso, pela proposta, estes profissionais de segurança passarão a “girar as catracas” dos ônibus.

Atualmente, o transporte gratuito de agentes de segurança pública fardados ou identificados por documento oficial não exige que os policiais passem pelas roletas dos coletivos.

Com o registro nos validadores, este tipo de gratuidade pode parar na conta dos subsídios ao sistema de ônibus, que atualmente, por ano, necessita de R$ 3 bilhões, isso porque, os coletivos arrecadam R$ 5 bilhões, mas os custos de prestação de serviços são de R$ 8 bilhões.

Procurada pelo Diário do Transporte, a Prefeitura de São Paulo informou que analisa o projeto de lei aprovado pela Câmara.

SUBSÍDIOS:

Nos últimos anos, a prefeitura precisou utilizar dinheiro de outras áreas e transferir para o sistema de ônibus.

Os subsídios englobam as gratuidades e as complementações para as integrações.

Mesmo com as transferências de recursos, a prefeitura ainda fica devendo para as empresas de ônibus de São Paulo.

No final do ano passado, a prefeitura ficou com um débito de R$ 174 milhões, valor que está sendo pago de forma parcelada até o fim do ano: R$ 100 milhões em duas vezes de R$ 50 milhões e os outros R$ 74 milhões em dez vezes sem correção.

Ocorre que este dinheiro referente à operação de dias de dezembro do ano passado está saindo da conta dos subsídios deste ano e, mesmo prevendo gastar em torno de R$ 3 bilhões em 2019, a Câmara Municipal, ao aprovar o orçamento, liberou R$ 2,69 bilhões para as compensações tarifárias do sistema de ônibus.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Sair da versão mobile