Reunião entre empresários e trabalhadores pode evitar greve de ônibus em Salvador nesta quinta, 16

Publicado em: 14 de maio de 2019

Foto: Mario dos Santos Nogueira Junior

Sindicato publicou edital anunciando a paralisação com 72 horas de antecedência, como prevê a lei. Encontro entre as partes será hoje, às 13h, no TRT

ALEXANDRE PELEGI

Como noticiou o Diário do Transporte, os rodoviários decidiram entrar em greve em Salvador, na Bahia, após reunião realizada na última sexta-feira, 10 de maio de 2019, entre o sindicato dos trabalhadores e a Associação das Concessionárias do Serviço de Transporte Público de Passageiros por Ônibus Urbanos de Salvador. Relembre: Sem acordo com empresários, rodoviários definem greve em Salvador

A data para o início da paralisação está marcada para esta quinta-feira, 16 de maio, segundo declarou à imprensa regional nesta segunda-feira o vice-presidente do Sindicato, Fábio Primo. “Toda a categoria vai parar por tempo indeterminado“, afirmou o sindicalista, que prometeu greve total a partir da zero do dia 16.

Uma reunião na tarde desta terça-feira, 14, pode no entanto alterar o rumo dos acontecimentos. O assessor de relações de trabalho do Consórcio Integra, Jorge Castro, afirmou ao jornal Correio 24 Horas que os empresários se reunirão com os trabalhadores às 13 horas em busca de um acordo. O encontro será no Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

Por lei, os rodoviários devem publicar um edital 72 horas antes, informando a população o início da greve, o que já ocorreu. O sindicato publicou o aviso em um jornal de Salvador nas edições de sábado e domingo, 11 e 12 de maio respectivamente.Com isso, a pressão por um acordo cresceu nas últimas horas.

Cerca de 13 mil rodoviários, motoristas e cobradores, estão em estado de greve desde o dia 03 de maio, reivindicando direitos trabalhistas e reajuste salarial. Se a greve for deflagrada, alcançará uma frota que conta atualmente com 2,4 mil ônibus, que atende a 1,3 milhão de usuários por dia.

A categoria está reivindicando 8% de reajuste salarial, 15% de aumento no vale-alimentação e criação de banco de horas. Contudo, segundo os rodoviários, a proposta inicial feita pelos empresários foi de um reajuste salarial de 2,7%, muito aquém do reivindicado.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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