Espaço começa a funcionar experimentalmente no dia 11 com inauguração anunciada para o dia 20 de maio
ADAMO BAZANI
A prefeitura de São Paulo formalizou a inclusão dos serviços de manutenção, administração, vigilância e operação do novo terminal de ônibus da Vila Prudente, na zona Leste, às empresas de ônibus do subsistema estrutural da cidade.
A responsabilização é prevista mesmos nos contratos emergenciais que estão em vigor. Com isso, esses serviços devem ser repassados para a subcontratada Socicam, que já opera em outros terminais.
Conforme disse o secretário municipal de mobilidade e transportes, Edson Caram, em entrevista ao Diário do Transporte, o terminal Vila Prudente terá as operações iniciadas de forma experimental no dia 11 de maio de 2019, com inauguração marcada para o dia 20 de maio.
Quando estiver plenamente em funcionamento, o equipamento vai receber 29 linhas convencionais e oito linhas noturnas com previsão de 150 mil passageiros por dia.
Relembre:
https://diariodotransporte.com.br/2019/05/03/inauguracao-terminal-onibus-vila-prudente/
A responsabilidade pelo terminal foi repassada para a Viação Grajaú S.A. (antiga Viação Cidade Dutra), Ambiental Transportes Urbanos S.A., Via Sudeste Transportes S.A., Consórcio Bandeirante de Transporte (Santa Brígida e Gato Preto), Sambaíba Transportes Urbanos Ltda, MobiBrasil Transporte São Paulo Ltda, Viação Gatusa Transportes Urbanos Ltda, KBX Administração e Participação Ltda (antiga Transkuba), Viação Metrópole Paulista S.A. (antiga VIP), Consórcio Sudoeste de Transporte (Transpass e Gato Preto).
Não significa que todas estas empresas vão operar neste novo terminal, cuja área operacional é a 5- Sudeste (verde escuro), mas as companhias compartilham a responsabilização por todos os terminais municipais.
O espaço é uma contrapartida do Metrô pelas obras da linha 15-Prata de monotrilho.
O antigo terminal que funcionava no mesmo local foi desativado em 2013 e tinha sido projetado para o Expresso Tiradentes (antigo Fura-Fila). Em 2010, o projeto de corredor de ônibus em continuidade do trajeto para a zona Leste foi substituído por um monotrilho.
Assim, o espaço foi assumido pelo Governo do Estado para adequação ao projeto do sistema de trens leves nos elevados.
Ao longo do período de construção, sob responsabilidade da Companhia do Metrô, o TCE – Tribunal de Contas do Estado de São Paulo chegou a apontar indícios de irregularidades como pesquisa de preços de materiais insuficiente, necessidade de maior transparência em contrações e subcontratação de serviços não autorizada.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
