Decreto aumenta vida útil de ônibus de Porto Alegre para 14 anos e autoriza desligamento de ar-condicionado em estrada de terra

Bancos em paradas de ônibus.

Associação dos Transportadores de Passageiros informou que empresas não solicitaram criação de nova regra

JESSICA MARQUES

A Prefeitura de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, publicou um decreto para regulamentar uma lei municipal que trata sobre diversas regras relacionadas ao transporte público.

Entre as mudanças, o decreto aumenta vida útil dos ônibus de 12 para 14 anos. Na prática, as empresas têm até 31 de dezembro de 2020 para realizarem a substituição dos veículos com mais de 12 anos ou esperarem até a idade ultrapassar os 14, o que ocorrer primeiro.

Além disso, o mesmo decreto autoriza o desligamento do ar-condicionado em estrada de terra ou vias com condições semelhantes.

“Fica autorizado o desligamento do aparelho de ar condicionado no trecho do itinerário da viagem em que o leito da via não apresentar pavimentação asfáltica, concretada ou articulada (blocos intertravados, peças pré-moldadas ou paralelepípedos)”, diz o artigo 4º do decreto.

Confira o documento na íntegra:

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O decreto regulamenta uma lei municipal de 2018. No texto, havia sido determinado que os carros especiais poderiam rodar por 13 anos e, em seguida por mais dois, desde que passassem por vistorias a cada 45 dias em vez de uma vez por ano.

Agora, os veículos comuns também têm essa extensão de vida útil, com a mesma condição.

Em nota, a Associação dos Transportadores de Passageiros informou que “não houve um pedido das empresas para a criação da nova regra”. Desta forma, “não há uma orientação aos consórcios para que o ar-condicionado seja desligado na situação expressa no decreto”.

OUTRO LADO

Ao Zero Hora, o gerente de operações de transporte da EPTC (Empresa Pública de Transporte e Circulação), Flávio Tumelero, afirmou que quando a lei foi enviada ao legislativo em 2016, a realidade do transporte público na Capital era diferente.

De acordo com o executivo, a intenção do documento era incentivar a colocação de mais veículos articulados e com energias renováveis na frota, pois eles poderiam rodar por até 15 anos. Desta forma, menos carros comuns e movidos por diesel estariam circulando.

“A renovação de frota é uma das ações mais custosas para as empresas, exige muito planejamento. Por isso, achamos justo dar esse tempo maior, regulamentando a transição e acrescentando os dois anos extras também para os carros comuns”, disse.

Sobre a autorização para desligar o ar-condicionado, o gerente afirma que “a Capital tem poucas vias deste tipo (terra e saibro), em regiões do Extremo Sul ou Leste”.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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Comentários

Comentários

  1. MARCOS NASCIMENTO disse:

    Uau !!!! Ou seria Wow ? Essa prefeitura de Porto Alegre vai fazer escola pelo Brasil e prefeitos e secretários de transportes de outras cidades irão seguir esse exemplo!!! Os onibus antigos duravam até 20 anos ou mais se bem conservados. No entanto, os onibus fabricados dos anos 2000 para cá que teoricamente deveriam durar 10 anos e na maior parte das cidades chegam a rodar 11 anos ou mais na verdade tem uma durabilidade extremamente reduzida por causa das próprias carrocerias que em poucos anos de uso se desmancham e emitem os mais variados e impertinentes barulhos, a começar pelos equipamentos de mobilidade denominados: elevadores para cadeirantes. A qualidade das carrocerias fabricadas pós anos 2000 NÃO PERMITE que eles cheguem inteiros ao final de 10 anos de uso quanto mais 12, 14 ou 15 anos de uso!. Na verdade tais carrocerias com muito cuidado que as empresas tem conseguem chegar no máximo até 6 ou 7 anos em excelentes condições. As estradas sempre foram ruins mesmo porque ao longo dos anos muitas linhas foram sendo ampliadas no itinerário e fatalmente começavam a atender ruas não pavimentadas. No entanto, uma rua não pavimentada consegue ser melhor do que uma rua asfaltada com 50 tons de cinza, cheias de remendos e buracos e nesses casos as nossas fracas carrocerias de onibus se desmancham mais ainda. Dá para contar nos dedos o número de cidades que tem um viário adequado e aceitável para todo e qualquer tipo de onibus seja ele mini, micro, micrão, comum, padron, articulado, superarticulado ou biarticulado.

    1. Paulo Gil disse:

      Marcos Nascimento, boa noite.

      Concordo plenamente com os seus comentários.

      Outro dia andei num G-7 novinho; mas o porta bagem interno batia tudo, pois reduziram o número de colunas de apoio.

      Hoje todos os produtos são descartáveis.

      Porto Alegre, precisa se atualizar.

      Abçs,

      Paulo Gil

  2. IVAN disse:

    Faltou explicar a razão do desligamento do AC na terra.

    1. Danos ao equipamento e custos maiores com limpeza advindos do tráfego em condições adversas, como estradas de terra.

  3. Vovó Divina disse:

    Amigos eles queriam novidades .
    Elegeram está ameba ambulante.

  4. Maria do carmo disse:

    Mas são os parcos salários dos servidores que empaca o desenvolvimento da cidade. Esse prefeitinho…….

  5. Rodrigo disse:

    Isso é brincadeira né ? Resumindo, os mesmos onibus velhos caindo aos pedaços continuaram andando pelas ruas de Poa, sem contar que eles vão e vem tudo cheio lotados, Porto Alegre ta parada no tempo a muito tempo, já passou da hora de mudar isso, onibus articulados, biarticulados, a Carris por exemplo, tem os articulados, mas colocam so nos fim de semana nas linhas do T1, T7, e pergunto, e durante a semana na hora do pico ? colocam aqueles carros velhos caindo aos pedaços, os onibus la da zona sul também, estão na mesma situação, tudo velho, A unica coisa que vejo mudar, é os onibus aqui da zona norte, do consorcio MOB, estão colocando onibus novos, repito, Porto Alegre tem que parar de pensar pequeno no quesito transporte coletivo e mudar já isso.

  6. Noise maniax disse:

    Ruas sem pavimentação onde residem os pobres…eles que torrem dentro dessas fornalhas chamadas ônibus. Eita governo bão esse

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