Argentina tem 1º de Maio com greve no transporte público

Publicado em: 1 de maio de 2019

Foto: Adamo Bazani (Clique para ampliar)

Não há trens, ônibus ou metrô. Trabalhadores protestam contra impostos e carestia

ALEXANDRE PELEGI

Os sindicatos que integram a Confederação Argentina dos Trabalhadores em Transportes (CATT) decidiram paralisar as atividades neste 1º de maio, dia internacional dos trabalhadores.

A medida é um protesto contra o imposto de renda, além de uma reivindicação de aumento emergencial para os trabalhadores aposentados.

Em um comunicado, o CATT garantiu que o protesto afetará o funcionamento normal do ônibus, trens e metrôs em todo o país e já havia sido comunicado ao governo argentino em uma reunião em novembro do ano passado.

O líder sindical Carlos Schmidt disse à imprensa do país que o protesto “é parte de um quadro de mal-estar generalizada devido ao aumento galopante no valor da cesta de alimentos, dos repetidos aumentos tarifários repetidamente denunciados pelo CATT e diante da pobreza crescente dos trabalhadores.”

Em nota, a UTA – Unión Tranviarios Automotor (que representa os rodoviários da Argentina) alega que trabalhar em um feriado para receber pagamento extra “produz um efeito perverso“, porque quanto mais horas os motoristas dedicam ao trabalho, mais o salário é reduzido devido ao impacto do imposto de renda, e o ganho é menor.

O próprio Estado, em seus esforços para arrecadar impostos, desencoraja os trabalhadores de se esforçar e produzir“, disse a UTA.

Ontem, uma greve nacional causou a paralisação do metrô e do serviço de 80 linhas de ônibus que aderiram à medida, além do cancelamento de centenas de voos. Várias ameaças de bomba também afetaram os serviços de quase todas as linhas de trem.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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