EMTU estima extensão do VLT da Baixada Santista até Valongo para 2022

Publicado em: 1 de abril de 2019

Concessão para a operação e manutenção do VLT da Baixada terá vigência de 20 anos. Foto: Divulgação.

Trecho Barreiros – Samaritá, na terceira fase, está previsto para ser concluído até 2023

JESSICA MARQUES

A EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos) estima a conclusão da extensão do VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos) da Baixada Santista até Valongo para 2022.

A previsão foi divulgada em uma apresentação de março atribuída STM (Secretaria de Transportes Metropolitanos) à qual o Diário do Transporte teve acesso.

O segundo trecho do VLT, Conselheiro Nébias Valongo, tem um investimento previsto de R$ 435,6 milhões, de 2019 a 2022. Deste valor, R$ 368,7 mi são por parte do Governo do Estado de São Paulo e R$ 66,9 mi por meio de um financiamento com a Caixa Econômica Federal.

Ao todo, são oito quilômetros de extensão, com 14 estações unidirecionais e oito veículos já adquiridos operando no trecho, segundo a EMTU.

Além disso, após a conclusão da implantação, serão quatro subestações retificadoras de energia para fazer o sistema de VLT funcionar na região.

A demanda prevista é de 30 mil passageiros por dia e a concessão para a operação e manutenção do VLT da Baixada terá vigência de 20 anos. Neste caso, a obrigação de implantação deste novo trecho, segundo a EMTU, é de obrigação do poder concedente.

Conforme noticiado pelo Diário do Transporte, após cinco adiamentos, a EMTU realizou em 28 de fevereiro de 2019 a sessão pública da licitação para este segundo trecho do VLT da Baixada Santista. A data anterior, a última a ser postergada, era dia 5 de fevereiro.

Relembre: EMTU adia mais uma vez licitação do segundo trecho do VLT da Baixada

TRECHO BARREIROS SAMARITÁ

Por sua vez, o trecho Barreiros – Samaritá, na terceira fase, está previsto para ser concluído até 2023, também de acordo com a apresentação de março da STM.

Neste caso, o investimento é de R$ 467,7 milhões, por parte do Governo do Estado de São Paulo. O trecho terá 7,5 quilômetros de extensão e quatro estações.

A operação do trecho será feita por 11 trens, que devem ser obtidos pela concessionária, segundo a EMTU. A demanda prevista é de 28 mil passageiros por dia.

A concessão para operação e manutenção do trecho também tem vigência de 20 anos, de acordo com informações da EMTU.

Na última semana, o edital para escolha e contratação do projeto executivo da terceira fase do VLT da Baixada Santista foi adiado.

O processo para o projeto executivo seria aberto em março, mas a EMTU informou, em nota, que será realizado até o fim do ano, sem estipular uma nova data.

Relembre: EMTU adia edital de projeto executivo para 3ª fase do VLT da Baixada

Oficialmente, em nota, a STM diz que não reconhece o relatório, e que ainda não definiu as prioridades dos investimentos

A Secretaria de Transportes Metropolitanos desconhece o relatório divulgado sobre investimentos da pasta. Projetos e obras da Secretaria estão em fase de reconhecimento pela nova gestão para a definição de prioridades.”

O Diário do Transporte confirmou a existência do documento de intenções junto a fontes ligadas à pasta, que reiteraram que as estimativas são levadas em consideração, mas que não se tratam da versão final dos projetos.

Jessica Marques para o Diário do Transporte