Caio registra presença considerada histórica no mercado de Curitiba

Da esquerda para a direita: Valter Barbosa, diretor da Mercedes-Benz; Rafael Greca, prefeito de Curitiba; e Maurício Lourenço da Cunha, diretor da Caio, em entrega de ônibus novos em Curitiba. Foto: Adamo Bazani (Clique para Ampliar)

Com a atual renovação, entregas da marca até abril somam 125 unidades. De acordo com diretor industrial da encarroçadora, Maurício Lourenço da Cunha, projetos especiais foram destaque

ADAMO BAZANI/ALEXANDRE PELEGI

A encarroçadora de ônibus Caio, de Botucatu, no interior paulista, tem aproveitado a renovação da frota de ônibus municipais em Curitiba para aumentar a participação na capital paranaense.

De acordo com a fabricante, desde o início da renovação da frota municipal, em 2017 até março, foram produzidas e entregues 94 carrocerias. Até abril, com as novas entregas, o número deve subir para 125 unidades.

Em entrevista ao Diário do Transporte na manhã desta sexta-feira, 29 de março de 2019, durante apresentação de 45 ônibus novos de diferentes marcas para o aniversário da cidade, o diretor industrial da Caio, Maurício Lourenço da Cunha, disse considerar o atual momento como o melhor da história recente da marca em Curitiba.

Desde que o atual grupo assumiu o controle da marca Caio, há 18 anos, é o melhor momento e marcante por vários motivos. Estamos participando ativamente da retomada da qualidade de um sistema de transportes que é referência e também por novos projetos desafiadores, com modelos desenvolvidos para o sistema, juntamente com as montadoras e o município” – disse.

A Caio atuou no desenvolvimento de projetos de modelos e versões para as características de Curitiba, como o biarticulado Scania de motor dianteiro e os superarticulados de 21 metros da Mercedes-Benz, preparados para as dimensões das estações-tubo.

Segundo a Caio, dos modelos comercializados estão: 31 biarticulados, 41 articulados e  53 alimentadores.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Colaborou: Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

5 comentários em Caio registra presença considerada histórica no mercado de Curitiba

  1. Denilson O. Costa // 29 de março de 2019 às 16:48 // Responder

    Realmente a Caio é uma ótima encarroçadora, mas não considero os projetos de Curitiba como “projetos especiais”, pois consistem em oferecer “veículos de entrada” para um sistema que já foi referência mundial.
    Claro não é culpa da Caio, que apenas executou aquilo que foi pedido pelo padrão da URBS e pelas empresas do transporte da capital, porém vai na contramão do que hoje é exigido pelo usuário do transporte público, que deseja mais conforto (isto é andar mais sentado e menos em pé e bancos estofados ao invés de plástico injetado), condições térmicas adequadas (ar condicionado), conectividade (WI-FI e carregadores USB), dispositivos de segurança para o motorista (câmera de ré, monitoramento de portas).
    Enfim, tudo o que é oferecido em outras cidades que possuem sistemas de transporte mais simples que o nosso tem Curitiba não quer gastar dinheiro, daí depois as empresas reclamam que não há demanda de passageiros, claro não estimulam o usuário a querer usar ônibus lotados e sujo, risco de assalto e tarifa cara (São Paulo não tem o melhor transporte coletivo do Brasil, mas muitos de seus ônibus já oferecem os itens já listados desde 2016 quando a tarifa era R$3,80, enquanto Curitiba era R$4,25 e a integrada com a RMC que até 2015 era o mesmo valor chegou a partir de R$4,30 subindo de cidade para cidade chegando a R$6,50 pra andar na precariedade).
    Resumindo, os ônibus são bonitos, mas é como vejo: por fora bonitos, por dentro o velho “sorvete seco”.

    • MARCOS NASCIMENTO // 29 de março de 2019 às 21:29 // Responder

      Concordo em número, genero e grau com este sábio comentário e suas ponderações e acrescento ainda que visualmente a parte externa dos onibus não é nada atrativa e são as mesmas pinturas de 40 anos atrás que sequer passaram por aperfeiçoamentos com o avançar dos anos. As pinturas em tons fortes e monocromáticas são antiquadas demais e pior ainda foi a exclusão da pintura diferenciada em algumas categorias como o convencional que usa a cor amarela e que dentro de algum tempo desaparecerá pois foi unificado com as linhas alimentadoras de cor laranja. Enfim, tudo será laranja assim como ocorreu com os biarticulados do sistema ligeirão que eram azuis e passarão a ser vermelhos deixando de distinguir um e outro. Até mesmo a pintura da COMEC virou uma pois cresce a cada mes a quantidade de onibus de cor branco califórnia 100% pois ele é visto em todas as 16 empresas e existem empresas que não tem mais a cor amarela, laranja, verde …

      • MARCOS NASCIMENTO, boa noite.

        Muiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiito bem lembrado, as pinturas.

        Você tem toda razão, essas cores do buzão de Curitiba já eram.

        Parabéns pela observação.

        Espero que o Prefeito e o Governador de Curitiba leiam seu comentário e mudem essas cores, principalmente esse laranja que é horrível.

        Abçs,

        Paulo Gil

    • Denilson O. Costa, boa noite.

      Concordo, em 2019 banco em plástico injetado nem com tarifa zero.

      Abçs,

      Paulo Gil

  2. EDUARDO J S SILVA // 30 de março de 2019 às 12:37 // Responder

    SHOW DE REPORTAGEM ADAMO.
    PARABÉNS.

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