Interventor no Consórcio BRT do Rio de Janeiro apresenta projeto para reduzir calotes e acidentes

Salomão informou que, com a conclusão da primeira etapa, a demolição do beiral no qual aglomeram-se caloteiros do sistema, será construída uma ponte de embarque em Mato Alto. Foto: Divulgação.

Nesta quinta, um passageiro caiu no vão entre a estação e o veículo ao tentar embarcar em um ônibus

JESSICA MARQUES

O interventor no Consórcio Operacional BRT, Luiz Alfredo Salomão, apresentou nesta quinta-feira, 28 de março de 2019, um projeto para reduzir calotes e acidentes no sistema.

Nesta semana, a Comissão de Intervenção do BRT decidiu demolir o beiral da estação Mato Alto, também do BRT Transoeste, em Guaratiba, de aproximadamente 40 centímetros, que liga a estação aos ônibus articulados.

Relembre: https://diariodotransporte.com.br/2019/03/26/comissao-de-intervencao-do-brt-do-rio-derruba-beiral-em-estacao-para-evitar-acao-de-caloteiros/

Sobre o projeto em Mato Alto, Salomão informou que, com a conclusão da primeira etapa, a demolição do beiral no qual aglomeram-se caloteiros do sistema, será construída uma ponte de embarque, com piso de concreto e guarda-corpo em aço para impedir a queda dos passageiros.

A ponte de embarque, que ligará a plataforma ao ônibus, terá apenas a largura da porta, sem a extensão lateral onde hoje se aglomeram os caloteiros e ocorre grande parte dos acidentes, de acordo com o interventor.

“O prefeito Marcelo Crivella declarou guerra ao calote, apontado pelos passageiros como um dos maiores problemas do BRT. O caloteiro rouba do passageiro que está na fila seu direito de entrar primeiro e ir sentado no ônibus”, disse Salomão.

O interventor também anunciou que, na próxima semana, entregará ao prefeito um plano de segurança para o sistema, que está sendo elaborado pela diretoria de Segurança do BRT.

Salomão disse ainda que os dirigentes afastados do BRT estão hoje abrigados na Fetranspor, “de onde lançam inverdades contra o Poder Concedente usando os veículos de comunicação e as redes sociais”.

O plano de segurança, segundo Salomão, vai apontar o compartilhamento de responsabilidades entre o poder público e o Consórcio BRT.

 “Em muitas décadas de vida pública, nunca vi um concessionário agir dessa forma desrespeitosa e acintosa. Cheguei disposto a agir como um monge budista, calmo, aberto a diálogo, mas posso também ser um lutador de ultimate fight, como eles preferirem”, afirmou Salomão.

O interventor anunciou também parte do resultado da força-tarefa montada com Secretarias e órgãos da Prefeitura. Durante três semanas, foram recolhidas pela Comlurb 8,5 toneladas de lixo das estações da Transoeste e apreendida pela Secretaria de Fazenda meia tonelada de mercadorias ilegais, incluindo botijões de gás nas estações. Centenas de multas foram emitidas, e a presença da Guarda Municipal dissuadiu milhares de caloteiros.

SEGURANÇA DOS PASSAGEIROS

Nesta manhã, um passageiro caiu no vão entre a estação e o veículo ao tentar embarcar em um ônibus que estava parado na estação Magarça do BRT Transoeste, em Guaratiba, na Zona Oeste.

Na ocasião, o BRT Rio esclareceu que, pelas imagens das câmeras de segurança da estação, o passageiro estava no beiral que impede que o motorista bata com o retrovisor nos passageiros ao se aproximar da estação.

Sobre a segurança, o interventor afirma que as alterações não vão causar acidentes aos passageiros e estão sendo executadas após planejamento.

“A atual onda dos gestores afastados do BRT e abrigados na Fetranspor é acusar a Intervenção de apenas ‘demolir’ o beiral da Estação Mato Alto, colocando passageiros em risco. A demolição, na verdade, foi só a primeira etapa. Nenhum teste foi feito com passageiros e nada será feito sem segurança máxima”, disse, em nota.

“São incontáveis os acidentes que feriram passageiros neste período, e nada foi feito para evitá-los. Quando eu cheguei aqui, não encontrei qualquer planejamento contra os acidentes nem contra os calotes”, afirmou Salomão.

O interventor afirmou ainda que o Plano de Segurança prevê a integração de “milhares de câmeras de ônibus e estações ao COR e ao CICC, órgãos de controle de tráfego e Segurança, o que nunca foi feito, apesar dos apelos da Prefeitura e da PM”.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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Comentários

Comentários

  1. AndersonDa Conceição disse:

    E a melhoria nas pistas ,que estão todas esburacadas, fazendo em que o tempo de viagem se prolonguem

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