Maquinista não resiste e morre sete horas após acidente de trens da SuperVia
Publicado em: 27 de fevereiro de 2019
Corpo de Bombeiros conseguir retirar o condutor das ferragens somente após as 15h, mas ele não resistiu à gravidade dos ferimentos
ALEXANDRE PELEGI
O maquinista da SuperVia que ficou preso nas ferragens após o choque de dois trens na manhã desta quarta-feira, 26 de fevereiro de 2019, não resistiu às 7 horas que durou o resgate realizado pelo Corpo dos Bombeiros.
O trens se chocaram na Estação São Cristóvão, zona Norte do Rio de Janeiro, por volta das 06h:50. Com o impacto, uma das composições descarrilou.
Preso às ferragens, em meio aos destroços das composições, o maquinista chegou a ser retirado com balão de oxigênio, mas já estava inconsciente. Após o resgate socorristas tentaram reanimá-lo com massagem cardíaca, mas sem sucesso.
Um helicóptero do Corpo de Bombeiros chegou a ser utilizado na operação.
A concessionária divulgou nota sobre o choque entre as composições logo após o ocorrido, informando que um dos trens não carregava passageiros (leia abaixo). Posteriormente, segundo o portal UOL, a SuperVia corrigiu a informação, dizendo que os dois trens estavam com pessoas a bordo.
NOTA
“A SuperVia informa que, às 6h55, dois trens do ramal Deodoro, um deles sem passageiros, colidiram na altura da estação São Cristóvão. A concessionária acionou imediatamente o Corpo de Bombeiros. (…) Os trens do ramal Deodoro estão com intervalos irregulares e não estão parando na estação Praça da Bandeira. Os passageiros estão sendo informados pelos canais de comunicação da concessionária“.
Quatro ramais da Supervia param em São Cristóvão. Estação faz ligação com a linha 2 do metrô.
AGETRANSP: SUPERVIA PODERÁ SER MULTADA
A Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários e Metroviários e de Rodovias do Estado do Rio de Janeiro (Agetransp) abriu um boletim de ocorrência para investigar a colisão. Em nota, informou que a SuperVia poderá ser multada. Leia a nota na íntegra:
Agetransp apura choque entre trens em São Cristóvão
A Agetransp (Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários e Metroviários e de Rodovias do Estado do Rio de Janeiro) abriu um boletim de ocorrência para investigar as circunstâncias de um choque entre dois trens, na manhã desta quarta-feira (27), na Estação São Cristóvão do sistema de transporte ferroviário. Equipes técnicas foram enviadas à estação para fazer o levantando de local do acidente.
Além das causas da colisão, também será objeto de análise pela agência reguladora a adequação do atendimento prestado aos usuários pela concessionária SuperVia e dos procedimentos adotados para o restabelecimento da normalidade na operação comercial dos trens. A concessionária poderá ser multada.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes




Todos os dias que eu pego o trem da Supervia eu rezo e peço não só proteção, mas que um dia os responsáveis por todo o nosso sofrimento sejam levados à justiça. Os trens são um lixo, sucateados, atrasados, ineficientes, insuficientes, sujos… Os poucos funcionários mal pagos e mal preparados. Já fui assaltada e ficou por isso mesmo, segurança é por conta do Estado. Os ambulantes berram no nosso ouvido, jogam suas mercadorias em cima da gente, mesmo com os trens superlotados insistem em passar nos empurrando. A demora entre uma partida e outra é enorme, os vagões entupidos de gente, a todo momento anunciam que o trem não dará partida por problemas mecânicos, a passagem é muito cara é teve um aumento muito significativo. Mas um dia toda essa sujeira e corrupção virá a tona. O que a mídia comprada não mostra será descoberto. Deus é poder e tudo tem hora para acabar. Aos familiares e amigos da vítima eu desejo que Deus os confortem.
Essas agências reguladoras formadas pro empregados que a concessionária não quis em seu quadro de funcionários e uma vergonha e cabide de empregos do estado. A menos pior é a ANS, sempre que precisei foi extremamente eficiente. Pq essa agência em vinte anos não mapeoou a ferrovia utilizando os profissionais renomados que a Supervia demitiu para contratar engenheiros de Power point e AutoCAD sem o minimí preparo em ferrovia para mapear tudo que eles já sabiam em relação aos maiores desafios no transporte ferroviário? Depois desse erro absurdo vou dar supostas soluções a imprensa e a população e basta aguardar o próximo capítulo do abandono da ferrovia carioca. Tarde demais mas ainda ha tempo de promover um estudo por área da ferrovia e atacar essa concessionária que já foi Odebrecht e tinha tudo para ser uma ferrovia exemplar e referência no brasiB