Avarias em trem de carga afetam operação da Linha 7-Rubi

Linha 7-Rubi. Imagem meramente ilustrativa

Lentidão ocorre entre Caieiras e Francisco Morato. Linha 8-Diamante também opera com velocidade reduzida

ALEXANDRE PELEGI

A Linha 7-Rubi da CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos opera com velocidade reduzida nesta terça-feira, 26 de fevereiro de 2019.

Segundo a Companhia, avaria numa composição de carga obriga os trens da Linha 7 a circularem com intervalos maiores entre as Estações Caieiras e Francisco Morato.

A ocorrência foi notificada pela CPTM por volta das 11h:30.

Mapa_Linha_7-Rubi

A Linha 8-Diamante da CPTM também enfrenta problemas na manhã desta terça-feira.  Desde as 11h:16, segundo a estatal, devido a problemas técnicos nos equipamentos de Via, os trens estão circulando com intervalos maiores entre as Estações Júlio Prestes e Itapevi.

Linha_8_-_Diamante_mapa

TRILHOS COMPARTILHADOS

O compartilhamento entre trens de carga e as composições da CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos prejudica em torno de quatro milhões de passageiros da rede.

É o que diz um estudo atribuído à Dersa, do Governo do Estado de São Paulo.

Se não fossem os trens de carga, a capacidade das linhas da CPTM poderia ser ampliada em 20 mil lugares por hora em cada sentido.

Os dados foram passados pela Dersa e pela EPL – Empresa de Planejamento e Logística S.A., do Governo Federal, à TV Globo, sem detalhamentos e parece ser um tabu entre as autoridades. Relembre: Trens de carga nas linhas da CPTM afetam quatro milhões de pessoas, mas Dersa e EPL não explicam estudo

Para os passageiros que utilizam o transporte público sobre trilhos na Região Metropolitana de São Paulo, o governo de São Paulo vem afirmando há tempos que o projeto do Ferroanel acabará com os problemas gerados pelo compartilhamento da via férrea com trens cargueiros.

Isso porque com a implantação do ramal ferroviário, os trens de carga que hoje compartilham os mesmos trilhos com os trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) poderão ser desviados, eliminando o conflito entre cargas e passageiros nas ferrovias que cortam o interior da metrópole, segundo informações do Governo do Estado.

No dia 29 de janeiro de 2019, o governador João Doria assinou um protocolo de intenções entre o Governo do Estado de São Paulo e o Governo Federal para a construção do trecho Norte do Ferroanel. Com a obra pronta, a carga será transportada em via exclusiva.

Os investimentos para a linha férrea de 53 km virão dos recursos provenientes da outorga de concessão ferroviária da MRS Logística, de R$ 3,5 bilhões, que serão investidos pelo Governo Federal. Eles só serão possíveis graças à antecipação da prorrogação do contrato com a MRS por mais 30 anos.

A estimativa é que em até 45 dias o Governo Federal abra consulta pública a respeito do aditivo da concessão da ferrovia.

Em tudo saindo a contento, a expectativa é assinar o aditivo ainda em 2019, o que viabilizará a outorga à União, de onde virão os recursos que serão destinados exclusivamente ao transporte férreo.

Para o consultor Peter Alouche, é uma obra “que vai permitir um avanço importante na qualidade e confiabilidade operacional da CPTM, uma melhora significativa no trânsito e qualidade do ar de São Paulo e uma real elevação no nível de eficiência da cidade e, por conseguinte, do país”.  Relembre: Doria anuncia parceria com a União para construção do Ferroanel; obra atenderá transporte de carga e passageiros

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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