Primeiro dia de força-tarefa em BRT do Rio de Janeiro resulta em prisões e materiais apreendidos

O primeiro dia de força-tarefa em 13 estações do BRT Transoeste, no Rio de Janeiro. Foto: Divulgação.

Em balanço, interventor Luiz Alfredo Salomão disse ter ficado impressionado com erros de engenharia no modal

JESSICA MARQUES

O primeiro dia de força-tarefa em  13 estações do BRT Transoeste, no Rio de Janeiro, resultou em prisões e materiais apreendidos nesta segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019.

Segundo informações da Prefeitura, foram duas pessoas presas, sendo uma delas com mandado de prisão em aberto. Ao todo, quatro vans foram apreendidas e sete, multadas.

Ainda nesta segunda, dez pessoas foram multadas por evasão de passagem e houve 45 desistências de cometer o delito. A ação também resultou na apreensão de três facas, um machado, três rádios portáteis e um simulacro, que é uma arma falsa.

Também ocorreu a apreensão de 68 bebidas diversas, 21 mesas e cadeiras, 13 carrinhos e carrocinhas, duas churrasqueiras, um botijão de gás, 20 equipamentos de barracas, além de um rádio transmissor com três carregadores e uma bicicleta. A Prefeitura não detalhou em quais situações os itens foram apreendidos.

Além disso, foram aplicadas 11 multas a taxistas e três veículos desse tipo de transporte foram lacrados.

Seis pessoas em situação de rua também foram abordadas, uma foi levada para acolhimento e outra, encaminhada para obter documentos.

“A região fiscalizada está incluída no programa Ambulante Legal, instituído pelo Decreto 44.838. O objetivo do programa, que está em andamento, é organizar e facilitar a identificação dos ambulantes autorizados a trabalhar nos logradouros públicos”, informou a Prefeitura, em nota.

ERROS DE ENGENHARIA

Ao fazer o balanço do primeiro dia da força-tarefa em 13 estações do BRT Transoeste, o interventor Luiz Alfredo Salomão disse ter ficado impressionado com os “calamitosos erros de engenharia” ocorridos no projeto e na execução do corredor de transporte, realizados na gestão anterior.

“Estamos espantados como uma obra dessa responsabilidade, desse porte, 55 quilômetros de via dupla, com calha privativa, 65 estações, foi construída de maneira tão irresponsável por uma empreiteira que está em litígio com a Prefeitura. A garantia da obra, que venceu, não foi executada pela gestão anterior”, afirmou Salomão, em nota enviada pela Prefeitura.

A gestão Crivella informou ainda que a Secretaria de Conservação e Meio Ambiente está realizando obras emergenciais de fresagem e recapeamento de 8,5 quilômetros do asfalto do corredor de transportes.

“O primeiro desses trechos tem 280 metros e fica na Estação Salvador Allende. As intervenções estão sendo custeadas pelos R$ 7 milhões que a Rio-Ônibus se comprometeu a repassar à Prefeitura, no acordo firmado ano passado. A primeira parcela de R$ 1 milhão já foi depositada”.

O secretário municipal de Ordem Público, Paulo Amendola, propôs que estações do BRT situadas em áreas mais perigosas sejam policiadas por meio do Proeis (Programa Estadual de Integração na Segurança), com policiais militares em horário de folga.

Segundo a Prefeitura, estão envolvidos na força-tarefa os seguintes órgãos: secretarias municipais de Ordem Pública, Fazenda (Controle Urbano e Planejamento), Transportes, Assistência Social e Direitos Humanos, Guarda Municipal e Comlurb, além da Polícia Militar.

A Prefeitura do Rio de Janeiro anunciou nesta segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019, uma operação de combate a calotes e comércio ilegal no Sistema BRT (Bus Rapid Transit) da capital.

A chamada “Operação de Ordenamento no BRT” será realizada em 13 estações do BRT Transoeste de incidência média e alta de ambas as práticas.

A primeira fase da ação tem como objetivo combater ações irregulares nos ônibus articulados e nas estações. Serão coibidos calotes e o comércio ilegal tanto dentro quanto no entorno da estação, além de ações de acolhimento de moradores de rua.

Relembre: https://diariodotransporte.com.br/2019/02/25/prefeitura-do-rio-de-janeiro-anuncia-operacao-de-combate-a-calotes-e-comercio-ilegal-no-brt/

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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Comentários

Comentários

  1. Isaias disse:

    O consórcio BRT tem que retirar todas as partes de vidro das estações e colocar grades de aço e abertas somente com o ônibus parado na estação.

  2. Izabel Braga disse:

    Excelente! Faz tempo que a população e os usuários do sistema BRT aguardavam medidas para acabar com os desmandos e absurdos praticados nas estações e dentro dos ônibus articulados. Camelôs, mendicância, caloteiros e todo tipo de desordem que transformam o transporte público num pesadelo para o cidadão que paga e não sossego. Parabéns à Prefeitura!!!!👏👏👏👏👏👏

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