Consórcio da Camargo Correa é inabilitado em licitação do Tramo 3 do Metrô de Salvador

Foto: Alberto Coutinho (Gov Bahia)

Decisão da Comissão de Licitação foi anunciada nesta quarta-feira, dia 6. Queiroz Galvão, que apresentou o segundo menor preço, segue no certame

ALEXANDRE PELEGI

O processo de licitação de extensão do metrô de Salvador para Cajazeiras, o Tramo 3, teve prosseguimento nesta quarta-feira, dia 6 de fevereiro de 2019, data marcada para divulgação das propostas de preço apresentadas pelos consórcios que participam da concorrência.

No dia 16 de janeiro deste ano, 7 consórcios formados por várias empresas apresentaram propostas para a obra, cujo valor máximo foi estipulado em R$ 780 milhões.

Na audiência pública desta quarta-feira, apesar do consórcio integrado pela Camargo Correa ter oferecido o menor valor (R$ 424,6 milhões), ele acabou inabilitado pela Comissão de Licitação.

Desta forma, com o segundo menor valor para executar as obras (R$ 429,9 milhões), a proposta da Construtora Queiroz Galvão acabou sendo selecionada.

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As informações são do portal Bahia Notícias.

A Comissão de Licitação inabilitou o consórcio CCINFRA-TSEA-EPC por ele não ter atendido a dois itens do edital.

Antes da audiência a Queiroz Galvão já entrara com pedido junto à Comissão de Licitação para excluir do certame o consórcio da Camargo Correa. Segundo a construtora, a Camargo, além de possuir relação societária com a CCR Metrô Bahia, participara da elaboração do anteprojeto das obras do modal.

A Camargo Corrêa divulgou nota em que afirma ter apresentado o menor preço para as obras, “com desconto superior a 46%, cumprindo com todos os requisitos do edital“.

Ao contrário do alegado, nem a Camargo Corrêa Infra, nem sua controladora, Construções e Comércio Camargo Corrêa S.A., nem suas consorciadas, participaram da elaboração de qualquer anteprojeto do Tramo 3 da Linha 1, objeto da atual licitação. Os autores do anteprojeto de engenharia do Tramo 3 da Linha 1 são o próprio Governo da Bahia, por intermédio da Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB), e a Projconsult Engenharia de Projetos Ltda., no que compete ao orçamento, como pode ser comprovado pelos documentos“, diz a construtora.

PRÓXIMOS PASSOS

A Secretaria de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Sedur) vai analisar agora todos os arquivos, sem estimativa de tempo para definir a empresa vencedora da concorrência.

O contrato para as obras somente será assinado após a conclusão definitiva dos trâmites do edital. Após a assinatura, o consórcio vencedor terá prazo de 30 meses para executar as obras.

EXTENSÃO DO METRÔ

O trecho compreendido, com 5,5 quilômetros de extensão, parte de Pirajá e terá ainda a construção de duas estações: Campinas e Águas Claras/Cajazeiras.

O metrô de Salvador é operado pela CCR Metrô Bahia que, através de uma Parceria Público Privada com o governo estadual, construiu as linhas 1 e 2 do sistema.

Já a construção das duas novas estações – Campinas e Águas Claras/Cajazeiro – é de responsabilidade direta do governo estadual, cabendo à concessionária a implantação dos sistemas operacionais.

As obras têm duração prevista de 30 meses, com financiamento pelo programa Pró-Transporte FGTS, da Caixa Econômica Federal/ Ministério das Cidades, com contrapartida do estado.

O Pró-Transporte, contrato de financiamento direto, realizado em 2016, tem o valor de R$ 737 milhões e ainda está vigente. A contrapartida do governo da Bahia é de R$ 49,6 milhões, segundo informações da CTB.

A estimativa é que as novas estações beneficiem entre 500 e 600 mil pessoas.

O sistema metroviário de Salvador e Lauro de Freitas (estação ainda não construída) é composto por duas linhas, que somam uma extensão de quase 33 quilômetros.

Operado pela concessionária CCR Metrô Bahia, o modal transporta diariamente 350 mil passageiros.

Com as extensões do Tramo 3 da Linha 1 e o Tramo 2 da Linha 2, do Aeroporto até Lauro de Freitas, o sistema atingirá 42 quilômetros.

CONSÓRCIOS QUE ENTREGARAM PROPOSTA

Consórcio CCINFRA-TSEA-EPC – Metrô Tramo III (Camargo Correa – TSEA – EPC)

Consórcio Construtora Queiroz Galvão

Consórcio Serveng/Coesa

Consórcio Odebrecht

Consórcio Metroviário (Marquise S/A – Comsa – Enefer)

Consórcio Metroviário Linha 1-BA (SA Paulista – Mape – Benito Roggio e Hijos) e

Consórcio Ferreira Guedes – Teixeira Duarte – Somafel.

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Ata de reunião de licitação, 16 de janeiro de 2019

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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