Em nova assembleia, metroviários de São Paulo decidem não fazer greve
Publicado em: 7 de fevereiro de 2019
A categoria suspendeu o estado de greve e e vai voltar a trabalhar com uniforme. Os metroviários, entretanto, vão manter o uso de adesivos contra a privatização, reuniões e setoriais nas áreas
ADAMO BAZANI/JESSICA MARQUES
Os metroviários decidiram que não vão fazer greve nesta sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019.
Acabou agora há pouco a assembleia da categoria na sede do sindicato, na zona Leste de São Paulo.
A categoria suspendeu o estado de greve e vai voltar a trabalhar com uniforme. Os metroviários, entretanto, vão manter o uso de adesivos contra a privatização, reuniões e setoriais nas áreas
Os profissionais são contra a mudança na escala noturna e a terceirização dos funcionários das bilheterias. O sindicato também contesta a demissão por justa causa do operador que foi responsabilizado por um acidente que ocorreu na Linha 1-Azul no dia 22 de janeiro.
Deliberações da assembleia de 7/2
Reunidos em assembleia em 7/2 os metroviários votaram as seguintes deliberações:
– Suspensão do estado de greve
– Suspensão da retirada do uniforme
– Intensificar o uso do adesivo e a coleta de assinaturas do abaixo-assinado para a readmissão do companheiro Joaquim com arrastões nas linhas, setoriais e mini-setoriais
– 16/2: Plenária de trabalhadores do serviço público e estatal, a partir das 9h, no Sindicato, para unificar a luta contra os ataques dos governos
– 20/2: Assembleia da Classe Trabalhadora, na Praça da Sé, das 10h às 12H contra a reforma da Previdência
– 23/2: Seminário da Campanha Salarial, das 9h às 17h, no Sindicato
– 12/3: Assembleia para aprovação da Pauta de Reivindicações
– 15/3: Entrega da Pauta das Reivindicações ao Metrô
– MetrôNews com apoio à greve dos servidores municipais.
– Ida de delegação de metroviários na assembleia do servidores municipais em apoio à luta
– Construção de Audiência Pública na Assembleia Legislativa para pedir CPI sobre Monotrilho e a segurança do sistema metroviário
Sindicato dos Metroviários de SP
Na última segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019, a categoria também fez uma assembleia e decidiu não parar na terça-feira.
O presidente do Metrô de São Paulo, Silvani Alves Pereira, em encontro com portais de mobilidade, entre os quais o Diário do Transporte, disse na última terça-feira, 05, que não via motivos para greve.
“Do ponto de vista racional, o dissídio da categoria não é agora, então não é possível definir uma bandeira para a greve”, disse o presidente do Metrô.
Pereira afirmou ainda que a Companhia do Metropolitano vai tomar todas as medidas cabíveis para minimizar os impactos aos passageiros, nos casos em que houver paralisação da categoria, algo que, segundo o presidente, não é possível controlar.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Jessica Marques para o Diário do Transporte



É uma diferença gritante as linhas privatizadas sempre funcionam melhor
Fora características um pouco técnicas como tempo de implentada e quantidade de pessoas transportadas que influenciam diretamente neste funcionamento das linhas, acredito que está acontecendo um processo de sucateamento, que nos leva a ter está impressão. Nós manipulam ou tentam manipular para que tenhamos a ideia de que privatizar seja a melhor alternativa, tenho receio de ver tragédias como as das barragens de MG, no transporte de SP.
Vc não tem conhecimento, não sabe o que está falando. Deve trabalhar em padaria.
Vc não tem conhecimento técnico e não sabe o que fala. Vc trabalha em quê? Padaria?
Pq se privatizar, n tem mais desculpas, vão ter q trabalhar igual a todos, sem as mamatas do funcionalismo!!
Vá estudar pra passar em algum concurso público, talvez algum dia consiga fazer greve pra defender seu emprego.
Ótimo que não tenha greve, mas ao contrário do que muitos pensam, hoje vivemos tempos em que os direitos dos trabalhadores estão em cheque e a qualidade de trabalho cada vez mais precária, profissionais sendo desvalorizados em muitas áreas, uma pena que os últimos redutos de coragem para brigar por melhorias e direitos estão minguando aos poucos.