União Europeia assume compromisso de cortar emissões de CO2 de carros em 37,5% até 2030

Publicado em: 18 de dezembro de 2018

Meta de cortar emissões de CO2 estimulará indústria de carros elétricos na Europa

Especialistas apostam que decisão, se aprovada pelos países membros, estimulará ainda mais indústria de veículos elétricos no continente europeu

ALEXANDRE PELEGI

A União Europeia assumiu nesta segunda-feira, dia 17 de dezembro de 2018, um compromisso entre os 28 países membros para cortar as emissões de dióxido de carbono (CO2) de carros e vans.

Após intensos debates, o acordo acabou por nivelar as diferenças entre países produtores de carros e parlamentares de maior consciência ambiental.

Miguel Arias Cañete, responsável pelo setor de energia do bloco, afirmou: “chegamos a um compromisso para cortar emissões de carros em 37,5 % e de vans em 31 % até 2030“.

O acordo definiu que os cortes deverão ser observados nos lançamentos de carros e furgões em 2030, com o percentual de redução relativo a 2021.

Mensurado como um dos grandes vetores de emissões de carbono no continente europeu, o setor de transporte tem como maiores responsáveis os automóveis e furgões, que juntos respondem por quase 2/3 de todas as emissões do setor.

O acordo ainda precisa ser formalmente confirmado. O desafio alcançado foi justamente elevar a meta de redução proposta inicialmente pela Comissão Europeia ao Parlamento do bloco, que era de 30%. Além disso, definiu uma meta intermediária de redução de 15% nas emissões até 2025.

O compromisso firmado pelos países pede à União Europeia o estabelecimento de um sistema de monitoramento até 2030, visando garantir que melhorias desenvolvidas em laboratório sejam aplicadas nas ruas e rodovias europeias.

Para esta quinta-feira, dia 20 de dezembro, os países do bloco estão avaliando separadamente o quanto as emissões de caminhões devem ser cortadas.

A organização Transport & Environment (T&E) aposta que a medida, se aprovada, vai estimular ainda mais a indústria de carros elétricos. Pelos cálculos da Ong, essa redução de emissões só poderá ser alcançada se as montadoras, no total de suas vendas, incluírem 30% de veículos movidos a bateria ou células de combustível até 2030.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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