Mafra (SC) e Rio Negro (PR) a um passo de implantar consórcio intermunicipal de mobilidade urbana

Foto: Portal Rio Mafra Mix

Cidades vizinhas de estados diferentes formam aglomerado urbano de 90 mil habitantes, e discutem formação de consórcio de transporte já há alguns anos

ALEXANDRE PELEGI

As Prefeituras de Mafra, em Santa Catarina, e Rio Negro, no Paraná, estão decididas a implantar o Consórcio Intermunicipal de Mobilidade Urbana – CIMU.

As duas cidades, apesar de estarem em estados diferentes, estão localizadas em margens opostas do Rio Negro, mas unidas em pontos de travessia, formando um aglomerado urbano de cerca de 90.000 habitantes. Dados do IBGE de 2016 apontavam Mafra com 55.611 habitantes e Rio Negro com 33.628.

Com leis ratificadoras já aprovadas pelas duas Câmaras Municipais, os dois municípios deliberam agora para a efetivação do consórcio. Isso implicará que tanto os sistemas municipais, quanto a linha semiurbana, poderão ser integrados e atendidos por apenas uma licitação, acabando com a obrigatoriedade de cada cidade ter de promover um processo licitatório para o transporte coletivo.

Para compartilhar a experiência de um Consórcio já existente, que reúne duas cidades de estados diferentes, as prefeituras de Rio Negro e Mafra receberam nesta sexta-feira, dia 7 de dezembro de 2018, representantes do CIMU de Teresina (Piauí) e Timon (Maranhão), já autorizado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e em funcionamento há quase dois anos.

A reunião técnica teve como finalidade ultimar os preparativos para que Mafra e Rio Negro efetivem o CIMU.

Com a aprovação da ratificação do Consórcio, a ANTT poderá dar anuência aos municípios para que eles administrem a linha interestadual Faxinal/Bom Jesus. Outro avanço será a unificação dos sistemas de Mafra, Rio Negro e Interestadual em um único sistema.

No encontro desta sexta-feira, o Secretário de Administração da Prefeitura de Mafra, Alexandre Solesinski, afirmou para o portal Rio Mafra Mix que a concretização do consórcio visa “a segurança jurídica, melhoria contínua e modernização dos serviços, além de garantir maior agilidade no que diz respeito à tomada de decisões, pois essas serão tomadas em comum acordo com os dois municípios que conhecem a realidade do sistema de transporte público”.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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