EXCLUSIVO: Linha da Transwolff na zona Sul foi selecionada para operar 15 ônibus elétricos em projeto de energia solar

Publicado em: 30 de novembro de 2018

Ônibus elétrico na garagem da Transwolff – Foto: Jefferson Raul (Clique para ampliar). Reportagem Exclusiva – Adamo Bazani

Fazenda com painéis de captação de luz solar em Araçatuba vai gerar quantidade de energia suficiente para estes veículos 

ADAMO BAZANI

A cidade de São Paulo começa a receber as primeiras unidades dos ônibus elétricos que fazem parte de um projeto-piloto que envolve geração por energia solar.

Como noticiou o Diário do Transporte, no dia 16 de outubro de 2018, a empresa BYD, produtora de ônibus elétricos e de placas de energia fotovoltaicas, umas das integrantes da parceria, comprou em Araçatuba, no interior de São Paulo, uma fazenda onde vai gerar a energia elétrica necessária para os ônibus por meio de placas de captação de luz solar.

Esta energia será disponibilizada ao Operador Nacional do Sistema, o que vai gerar crédito para abater do consumo da cidade de São Paulo.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2018/10/16/exclusivo-sao-paulo-tera-em-ate-dois-meses-sistema-de-onibus-eletricos-com-geracao-propria-de-energia-solar/

Os dois primeiros veículos que vão compor o projeto já estão na garagem da Transwolff, empresa do subsistema local, que atua na zona Sul da cidade.

Inicialmente ônibus vão circular vazios ou com tambores para treinamento dos motoristas e, logo em seguida, para a linha com passageiros

A linha que receberá a frota será a 6030-10 Unisa-Campus1/Terminal Santo Amaro, segundo a SPTrans.

O início das operações ainda será definido pela gerenciadora do sistema de ônibus da capital paulista.

Em nota ao Diário do Transporte, a SPTrans informou que diversas empresas, como Ambiental, Via Sul, A2 Transportes, Norte Bus, Cidade Dutra, VIP Expandir, Gato Preto, Transwolff e Movebuss, se interessaram também pelas operações.

A linha da Transwolff foi a que mais se adequou às exigências técnicas para o projeto, como demanda de passageiros, extensão, trajeto e quilometragem rodada, ainda de acordo com a gerenciadora dos transportes municipais.

Acompanhe a explicação da SPTrans ao Diário do Transporte na íntegra:

A SPTrans informa que em outubro foi enviado um convite para todas as empresas do sistema para que estas manifestassem interesse em participar do Projeto Piloto para operar 15 ônibus elétricos da BYD. As empresas que manifestaram interesse são: Ambiental, Via Sul, A2 Transportes, Norte Bus, Cidade Dutra, VIP Expandir, Gato Preto, Transwolff e Movebuss.

A equipe técnica da SPTrans fez reuniões com a BYD, AES Eletropaulo, SPUrbanuss, Secretarias do Verde e Meio Ambiente e da Fazenda  para mostrar os detalhes do Projeto Piloto.

As equipe de engenharia e planejamento da SPTrans estipularam algumas condicionantes para que a empresa pudesse operar os 15 veículos, entre elas:

  • no trajeto da linha a quilometragem diária por veículo deveria ficar entre 200 e 250km;
  • a linha deveria transportar 650 passag/dia ou mais;
  • a frota da linha deveria ser de 20 carros ou mais;
  • foi avaliado a distância da garagem com o ramal elétrico (estações transformadora da Eletropaulo);
  • menos custo para levar a energia elétrica até o local de abastecimento; e
  • percurso da linha, ida e volta, ser igual ou maior que 25km.

Com a conclusão dos estudos, a linha 6030-10 Unisa-Campus1/Terminal Santo Amaro, da empresa Transwolff Transportes e Turismo, foi selecionada por atender todos os critérios.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Colaborou Igor Roberto

Comentários

  1. Rodrigo Zika! disse:

    Estranho começar com uma ex cooperativa, apesar que essa da ZS, e muito superior as de outras regiões, espero que rodem em definitivo, pois linhas mais curtas e sim possível comprar alguns carros, SP deveria ser o exemplo de ônibus limpos, há tempos, e cada empresa deveria ter ao menos 2 na garagem, vamos ver o que isso vai dar.

  2. Venancio disse:

    200 A 250 por dia. Já vi que não serão estes modelos que vão substituir as linhas de trolebus e muito menos operar em grandes linhas. Talvez os sul coreanos com recarga ponto a ponto.

  3. William de Jesus disse:

    Bom, eu acho excelente que a Transwolff tenha sido a escolhida. Não é de hoje que ela tenta virar empresa. Quando a Nova Aliança (atual Express) virou empresa em 2009 mesmo com todos os problemas que ela apresentava e a Cooper-Pam (atual Transwolff) teve essa tentativa negada, houve até uma queda na qualidade. Afinal, como pode tentar algo e não conseguir por pura canetada? Agora que ela é empresa de fato, mesmo sendo criticada por só ter cabritos (e convenhamos que são poucas as linhas que podem rodar com motorização traseira), presta um serviço muito melhor que muita empresa tradicional por aí.

    Sobre os carros elétricos, tá na cara que isso não vai vingar. As empresas compram ônibus que possam rodar em qualquer linha, não só em algumas. Também não entendo porque se fala tanto da BYD. A Eletra é uma empresa brasileira e a Metra, em parceria com ela, tem carros híbridos que aparentemente suportam muito bem a demanda

    1. Rodrigo Zika! disse:

      A questão de ter já a Eletra e um fato, a questão e ter vontade de utilizar algo nacional, isso envolve lobby de empresas de ônibus em SP, e seu monopólio da Caio e Ruas, e não estar nem ai de quantos morrem anualmente, por causa da poluição, e uma prefeitura e estado omissos, aceitando tudo, já que com certeza tem algo em troca, quanto a grana obviamente, depois a burocracia pra aprovar algumas normas, junta tudo isso com um eleitor que mal sabe votar, esse ano a maioria abriu o olho, mas ainda muitos não acordaram, ai chegamos em tudo isso que vemos, triste.

  4. Karoline disse:

    Minha empresa! Que orgulho!

  5. Hildo Evaristo disse:

    Foi proibido mostrarr o custo?

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