Fortaleza amplia testes com ônibus sem cobrador

Rodoviários fecharam terminal Messejana, em Fortaleza, em protesto contra extinção da função de cobrador. Foto: Divulgação

Além da linha 150, que passou a circular no final de outubro sem aceitar dinheiro como pagamento da tarifa, mais duas novas linhas se juntam ao programa piloto conduzido pela Etufor na capital do Ceará

ALEXANDRE PELEGI

Em Fortaleza a extinção do cobrador ainda não é objeto de lei, mas preocupa o sindicato da categoria diante de testes que começaram a ser realizados no fim de outubro na linha 150 (Siqueira/ Papicu/ Washington Soares) da capital cearense. A 150 faz o mesmo itinerário da linha 050-Siqueira/Papicu/Washington Soares.

Os veículos que rodam na linha escolhida como piloto aceitam apenas pagamento eletrônico – vale transporte, bilhete único ou carteirinha de estudante (com crédito).

O ônibus circula sem a figura do cobrador e, portanto, não aceita passageiros que desejam pagar a tarifa em dinheiro.

Agora mais duas linhas se juntam à 150 na fase de testes: a linha 129 – Parangaba Náutico (simultânea à linha 029) e a 145 – Conjunto Ceará Papicu via Montese (simultânea à linha 045).

A Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza- Etufor, que gerencia o sistema de transporte coletivo na capital do Ceará, esclareceu em nota que o objetivo dos testes nas linhas é “testar a tecnologia como favorecimento para a agilidade no embarque e desembarque, aumentando a velocidade dos coletivos, tornando a viagem mais rápida e melhor conectando os terminais do Siqueira e do Papicu, além de reduzir o dinheiro a bordo“.

A Etufor afirma ainda que a existência do projeto piloto não retira a opção de usuários que desejam pagar a tarifa em dinheiro, já que os ônibus que rodam nas linhas escolhidas circulam simultaneamente com outras que operam no mesmo percurso, estas com a presença do cobrador.

Motoristas e cobradores vêm realizando protestos desde o início da operação teste da linha 150, como no último dia 6 de novembro, quando fecharam o terminal do Papicu, e no dia 13, terça-feira, quando repetiram a manifestação no terminal da Messejana.

O receio dos rodoviários de Fortaleza é o mesmo dos de Curitiba, onde um projeto de lei municipal apresentado em outubro prevê a extinção progressiva da função de cobradores na capital paranaense. Relembre: Projeto da prefeitura de Curitiba aponta para extinção progressiva da função de cobrador

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Allana disse:

    E para quem não mora em Fortaleza ou mesmo de outro Estado, como fazer para
    pegar e pagar o ônibus? Eles não aceitam mais dinheiro.

  2. Paulo César Costa de Lima disse:

    Minha mãe, vinda do interior do estado foi impedida do seu direito de liberdade de ir e vir, princípio fundamental do Art. 5º da nossa constituição. Sofreu humilhação e constrangimento tendo que descer do coletivo por não possuir carteira, já que não é estudante e nem funcionária de alguma empresa, mesmo tendo em mãos o dinheiro da passagem, tal ato das empresas fere assim o código do consumidor Seção IV, Art. 39 Inciso IX. Gostaria de saber onde está o Ministério Público que não propôs até então nenhuma intervenção, sendo que tal fato não ocorreu/ocorre apenas com minha genitora mais com muitos outros populares desinformados.

  3. edson jucá disse:

    se não quer colocar cobrador, problema deles, todavia coloque uma maquina que receba dinheiro, em nota e moedas! tecnologia totalmente ao alcance das empresas!

  4. Antonio evilasio matias gomes disse:

    Acho isso um absurdo,deixar mais pai de família desempregado

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