Empresa responsável por fabricar os trens do monotrilho da linha 17 ameaça sair do consórcio
Publicado em: 12 de novembro de 2018
Malaia Scomi alega dificuldades financeiras. Projeto pode atrasar ainda mais.
ADAMO BAZANI
Uma das promessas para a Copa do Mundo de 2014, o monotrilho da linha 17-Ouro, da zona Sul, que passa em frente ao aeroporto de Congonhas, pode atrasar ainda mais.
A obra não foi concluída e não há nenhum tipo de operação.
A empresa da Malásia, Scomi, responsável pela fabricação dos trens leves que circulam sobre elevados, ameaça deixar o consórcio que deve concluir a construção e fornecimento de material rodante e equipamentos da linha.
A empresa chegou a anunciar o início das atividades em Taubaté, no interior paulista.
A informação foi veiculada pelo SPTV – 2ª Edição no início da noite desta segunda-feira, 12 de novembro de 2018. No início da tarde, o Diário do Transporte também havia recebido a notícia de que o projeto poderia atrasar por problemas financeiros com a fabricante dos trens.
Ainda não foi tomada nenhuma decisão.
Segundo a emissora de TV, no final deste mês, a companhia do Metrô deve fazer uma reunião com o consórcio para reavaliar os cronogramas.
A linha 17 Ouro do monotrilho deveria ter 17,7 quilômetros de extensão, com 18 estações entre Jabaquara, Aeroporto de Congonhas e região do Estádio do Morumbi. O valor orçado em junho de 2010 era de R$ 2,64 bilhões, sem valores futuros referente aos reajustes contratuais, aditivos e novas contratações necessárias para implantação dos empreendimentos. O custo então passou para R$ 3,17 bilhões – cifra que não inclui as estações previstas no primeiro trecho, com extensão de 7,7 quilômetros. Em junho de 2018, o valor para conclusão das obras foi projetado em R$ 3.74 bilhões, com previsão para a entrega de oito estações até dezembro de 2019, o que pode ser reformulado com a eventual saída da Scomi. O monotrilho não deve num primeiro momento servir as regiões mais periféricas. Assim, os trechos entre Jabaquara e a Aeroporto de Congonhas e entre depois da Marginal do Rio Pinheiros até a região do Estádio São Paulo-Morumbi, passando por Paraisópolis, estão com as obras congeladas. Com este congelamento, não haverá as conexões prometidas com a linha 4 Amarela do Metrô na futura estação São Paulo – Morumbi, e nem com estação Jabaquara e da Linha 1 Azul do Metrô e Terminal Metropolitano de Ônibus e Trólebus Jabaquara, do Corredor ABD. Segundo o site do próprio Metrô, quando estiver totalmente pronto, este sistema de monotrilho atenderá 417,5 mil passageiros por dia.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



LINHA 18 BRONZE DO METRÔ DE SÃO PAULO ATENDERIA UMA QUANTIDADE MUITO MAIOR DE PESSOAS POBRES. PORQUE NEM SEQUER SAIU AINDA DO PAPEL? COPA DO MUNDO JÁ PASSOU E DEIXOU UM PREJUÍZO ENORME, JÁ NÃO BASTA? A MINHA SUGESTÃO É PARTIR DIRETO PARA INÍCIO DAS OBRAS DA LINHA 18-BRONZE DO METRÔ.
Novamente a mesma novela….