Entidades pedem reativação de rede de trólebus na Cidade do México para combater a poluição e aumentar a qualidade dos transportes

Trólebus precisam de modernização no México. Foto Carlos Ramos Mamahua/Clique para ampliar

De acordo com organizações de defesa do meio ambiente e mobilidade, rede foi reduzida em 64% nos últimos anos

ADAMO BAZANI

Se a cidade quer reduzir as emissões de poluição e melhorar a rede de transportes públicos, deve investir na mobilidade elétrica. E o trólebus, modernizado, é um dos caminhos que podem ser considerados mais seguros, diante de algumas dúvidas em relação aos ônibus com baterias para aplicações em determinadas linhas. Sendo assim, reativar redes que não operam mais, mas que ainda contam com alguma infraestrutura, é uma das principais sugestões de especialistas em mobilidade e meio ambiente.

Quem ler esta frase pode pensar que se trata das discussões sobre como a cidade de São Paulo fará para cumprir a lei que estipula metas de redução de poluição pelo sistema de transportes municipais.

Poderia, mas estas propostas ganharam força nesta segunda-feira, 29 de outubro de 2018, na Cidade do México, onde um grupo de associações e especialistas anunciou que vai levar ao Congresso um plano para que o governo nacional estimule a eletromobilidade com poucos recursos e confiabilidade tecnológica.

Entre os organismos que fizeram o anúncio estão Greenpeace México, União dos Sistemas de Transporte Elétrico, Bicitekas AC, Instituto de Energia e Consumo e Transitante MX.

O presidente do Instituto de Energia e Consumo, uma espécie de instituto de defesa do consumidor no País, Victor Alvarado, disse que 64% da rede de trólebus foram desativados nos últimos anos e que os investimentos para que os trechos voltassem a operar seriam relativamente baixos diante dos custos anuais com saúde pública por causa da poluição.

“O trólebus sofreu uma ‘amputação’ de 64% em sua rede operacional, o que significa uma estagnação nos compromissos que o País assinou com os objetivos do Desenvolvimento Sustentável até 2030” – disse ao portal TYT – Transportes e Turismo México.

Alvarado calculou que a reativação da rede de trólebus custaria 6,39 bilhões de pesos mexicanos, o equivalente a US$ 33 milhões.

O responsável pela área de mobilidade do Greenpeace México, Carlos Samayoa, contou ao mesmo portal que uma das propostas é modernizar as atuais redes de transportes elétricos, tanto sobre trilhos como sobre pneus.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

1 comentário em Entidades pedem reativação de rede de trólebus na Cidade do México para combater a poluição e aumentar a qualidade dos transportes

  1. Melhor a se fazer. Pois os ônibus a baterias ainda não servem a grandes eixos sem tecnologia de recarga em pontos. Vejo está tecnologia mais difundida em 10 ou 15 anos. Mas para hoje o trolebus ainda é a solução.

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