Após confirmação de multa, Supervia reage divulgando processo de modernização da empresa
Publicado em: 26 de outubro de 2018
Empresa Odebrecht, controladora da empresa de trens, envolvida no escândalo da Lava Jato, está negociando a venda de sua parte no negócio. Japonesa Mitsui seria uma das interessadas
ALEXANDRE PELEGI
Em artigo publicado no site da Revista Ferroviária nesta quinta-feira, dia 25 de outubro de 2018, a SuperVia, empresa responsável pela operação do sistema ferroviário de transporte de passageiros do Rio de Janeiro, informa ter ampliado em quase 70% a capacidade diária de transporte nos trens de 2012 até hoje, passando de 1.458.060 para 2.103.600 lugares.
A ação da empresa em divulgar seus feitos e realizações surge dias após os desembargadores da 16ª Câmara Cível decidirem pela manutenção da multa imposta à empresa de trens no valor de R$ 50 mil por dia, por danos patrimoniais e morais, individuais e coletivos causados aos consumidores.
A empresa de trens, em nota relativa ao processo, afirma que a ação é de 2009, quando a concessionária era administrada por outra gestão. A atual gestão assumiu em 2011.
A nota à imprensa afirma que o sistema ferroviário começou uma transformação histórica “quando a atual gestão assumiu a empresa, juntamente com o Estado, após mais de quatro décadas sem receber investimentos”. E cita a compra de 120 novos trens com ar-condicionado (todos em operação) e as substituições de trilhos, rede aérea e dormentes.
A melhoria em infraestrutura, aliada ao reforço dos trabalhos de manutenção, informa a Supervia, teria possibilitado uma diminuição na quantidade de ocorrências envolvendo os trens durante as viagens. “Por exemplo, em 2011, os trens apresentavam avarias a cada 23 mil quilômetros rodados, e hoje, esses trens viajam por aproximadamente 513 mil quilômetros sem apresentar qualquer tipo de falha”, afirma a nota.
A Supervia cita entre os principais problemas que atrapalham a circulação “os atos externos, como furtos de cabos que afetam o sistema de sinalização; o impedimento do fechamento das portas dos trens, que danifica os equipamentos; o trânsito irregular de pessoas na via férrea, que impede que o trem circule com uma velocidade regular; e as consequentes interrupções, por medida de segurança, em função das ocorrências de segurança pública nas proximidades das estações”.
Na matéria da Revista Ferroviária desta quinta-feira, com dados fornecidos pela empresa de trens, o processo de renovação da frota iniciou-se em 2012, com a compra, pelo governo do estado do Rio de Janeiro, de 30 trens chineses. Já em 2014, outras 70 composições encomendadas na China pelo estado elevaram o total para 100 novos trens.
A empresa anuncia que até o fim de 2018 mais seis trens de oito carros, em fabricação pela Alstom na unidade da Lapa, em São Paulo, também entrarão em operação. Desta forma, a idade média da frota, que já foi de 30 anos, caiu atualmente para 16 anos, e com as novas composições da Alstom, passará a ser menor ainda, de 13 anos.
Com uma frota total de 201 TUEs (Trens Unitários Elétricos) e 800 carros atualmente, a SuperVia diz que 100% dos lugares em seus trens têm ar-condicionado nos finais de semana e feriados; nos dias úteis, essa média é de 99%.
Transportando, em média, 600 mil passageiros, numa malha de 270 km dividida em cinco ramais, três extensões, 102 estações, a Supervia atende à população de 12 municípios do Grande Rio.
JOIA DA COROA
Em maio deste ano surgiu no mercado a notícia de que a Odebrecht, controladora da SuperVia, estaria sofrendo pressões de credores para acelerar a venda da empresa, processo que se arrasta há cerca de dois anos.
A venda busca restabelecer o equilíbrio financeiro da Odebrecht, afetado pela Operação Lava-Jato. A SuperVia acumulava, segundo dados de maio de 2018, dívida de R$ 1,5 bilhão.
Um dos problemas enfrentados pela empresa refere-se a uma disputa judicial com a Light, que atribui a desequilíbrio econômico-financeiro no contrato de concessão. O aumento das contas de energia, feito acima da inflação em 2015, não foi repassado para a tarifa. Com isso, a SuperVia avaliava ter contraído uma dívida de R$ 44 milhões com a empresa de energia. Em 2016, por causa dessa disputa, a Light chegou a pedir a falência da concessionária de trens.
No dia 22 de maio de 2018, segundo fontes citadas pelo jornal O Globo, a empresa Starboard teria feito uma apresentação e solicitado maiores detalhes sobre a concessionária de trens visando a compra da parte da Odebrecht no negócio.
A Starboard, criada em 2017, atualmente presta consultoria financeira na reestruturação de empresas. A companhia é comandada por Fábio Vassel e Warley Pimentel, executivos egressos do banco Brasil Plural, e atua ainda na aquisição de fatias de companhias em variados setores.
De lá até hoje, entretanto, as negociações não prosperaram. A ponto de o jornalista Ancelmo Góis, do Globo, afirmar em sua coluna nesta semana que a Starboard não estaria mais interessada no negócio. O jornalista afirma que a japonesa Mitsui desponta agora como a favorita para assumir o controle da Supervia.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes


É fato que o serviço prestado pela Supervia melhorou muito. Ramal Deodoro é bem servido. Santa Cruz/Japeri apresentam atrasos/quebras semanais. BelfordRoxo/Gramacho falhas diárias. Parece que a sinalização funciona de acordo com a vontade do maquinista. Nestes ramais, chega-se a ficar 5min parado, entre duas estações aguardando liberação de tráfego. Entendo que deveria ser uma via expressa, controlada automaticamente. Sem falar nas correrias de troca de composição quando uma avaria e nem sempre é informado com precisão. Para quem vai mais longe, Guapimirim, estes sofrem com constantes suspensões de atendimento. Vivemos com a lei do menor sofrimento.
Não creio ser verídico o processo de venda. Amigos que trabalham lá disseram que as duas empresas desistiram da compra por conta do passivo da empresa. Tem mais. As melhorias que surgiram teve total apoio e incentivo do Estado, porém com a prisão do maior incentivador da Odebrecht Sérgio Cabral tudo foi por água abaixo e foi preciso ela caminhar sozinha. O que me espanta são restrições relativamente pequenas que em todos esses anos de concessão ainda existirem desde os primórdios, como por exemplo 30km por hora nas linhas 1 e 2 de madureira por conta de um esgoto a céu aberto dos quiosques da estação que nunca corrigiram deixando a viagem mais lenta e atrasada. Bem como várias restrições simoles de resolver. Vale a pena investigar.
boa noite queria saber sobre um processo em no de josé wagner serra da silva procurador valdir da silva ou valdemira serra da silva do ano de 1987