Greve de rodoviários em Macaé (RJ) continua, e população protesta

Foto: reprodução de imagem da Inter/TV

Transporte escolar, que fora suspenso na quinta e sexta-feira, voltou a circular

ALEXANDRE PELEGI

Os rodoviários de Macaé, interior do Rio de Janeiro, mantêm a greve no transporte público local.

Alegando não receber reajuste salarial adequado há três anos, motoristas e cobradores da empresa SIT (Sistema Integrado de Transportes), que opera o transporte coletivo da cidade, começaram o movimento grevista na terça-feira da semana passada, dia 25 de setembro de 2018. Relembre:

Rodoviários entram no 5º dia de greve em Macaé (RJ)

A prefeitura decretou estado de calamidade pública no transporte, e suspendeu as aulas nas escolas municipais na quinta (27) e sexta-feira (28).

Hoje, dia 1º de outubro de 2018, a greve entrou em seu sétimo dia. O transporte escolar voltou ao normal nesta segunda-feira, por determinação judicial. A ideia da prefeitura era usar a frota de ônibus e vans escolares para transportar a população gratuitamente. O TRT, no entanto, e após denúncia do presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários, Aluízio Viana, proibiu o uso de veículos do transporte escolar para atendimento à população durante a greve.

Segundo a prefeitura de Macaé, a rede municipal de ensino possui 40 mil alunos.

PROTESTO CONTRA A GREVE

Como informa o site G1 da região dos Lagos, no Rio, moradores de Córrego do Ouro, distrito da região serrana de Macaé, fizeram uma manifestação na manhã de hoje em protesto contra a greve dos rodoviários.

A população local reclama a ausência de ônibus no distrito.

Os motoristas alegam que retiraram os ônibus da garagem da SIT por receio de não conseguirem sair: os grevistas estão fazendo piquete na porta da garagem.

Um buraco foi aberto por um retroescavadeira na parte de trás do muro da garagem da SIT para que os ônibus pudessem sair.

Segundo os rodoviários, o reajuste salarial em 2016 deveria ter sido de 16%, mas eles receberam apenas 9,5%. A SIT propôs agora reajuste de 2%, o que não foi aceito pelos trabalhadores.

Nesta segunda-feira apenas 50% da frota operou na cidade, que tem 250 mil habitantes.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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