Passageira da CPTM cai no vão entre o trem e plataforma e linha 9 teve operação parcial nesta manhã

FORO: Seguranças da CPTM auxiliam no resgate. Foto: @felipekamelo /SP sobre Trilhos – Clique para ampliar

De acordo com companhia, trens não circularam entre Osasco e Presidente Altino. Serviço está em normalização

ADAMO BAZANI

Passageiros que utilizam a linha 9-Esmeralda da CPTM enfrentaram problemas na manhã desta quinta-feira, 30 de agosto de 2018.

De acordo com informações da assessoria de imprensa da companhia de trens, uma passageira caiu no vão entre o trem e a plataforma na Estação Presidente Altino.

A circulação dos trens ficou interrompida entre as estações entre Osasco e Presidente Altino.

A passageira foi resgatada, levada a um hospital próximo e ainda não há informações sobre o estado de saúde.

O sistema está agora em processo de normalização.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

2 comentários em Passageira da CPTM cai no vão entre o trem e plataforma e linha 9 teve operação parcial nesta manhã

  1. Nelson da silva pires // 30 de agosto de 2018 às 16:32 // Responder

    Todas estação de trem da cptm estão com aquele vão que vem de muitos anos e ninguém até hoje não faz nada eu mesmo cair duas vezes não quebrei a perna por sorte até quando vamos te que passar por isso por erros grosseiro da engenharia deste pais

  2. Decifrando a raiz dos cartéis dos trens
    Túnel do tempo – fevereiro de 1998: Trens doados pela Espanha serão apresentados em São Paulo

    O governador do Estado de São Paulo, Mário Covas (PSDB), apresenta nesta segunda (16/02/1998), às 10h, na garagem da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) em Osasco, os trens espanhóis doados pela Renfe (Red Nacional de los Ferrocarilles Españoles).

    A CPTM fechou contrato no valor de R$ 93,2 milhões com a Renfe para reforma e adaptação dos trens aos padrões brasileiros. Não houve licitação. A CPTM argumentou que não haveria necessidade de abrir licitação, pois somente a Renfe teria tecnologia para fazer as reformas. Em 18 de agosto do ano passado, o Ministério Público de São Paulo abriu inquérito para apurar esse contrato.

    Na época, o presidente da Abifer (Associação Brasileira da Indústria Ferroviária), Mássimo Bianchi, afirmou que a indústria brasileira oferecia uma composição ferroviária nova (composta por uma motriz e dois vagões) por US$ 2 milhões. O preço cobrado pela Renfe para reformar uma composição usada era de US$ 1,790 milhão, o que não incluía os gastos com frete e imposto de importação.
    Folha de São Paulo – 16/02/1998

    Por ocasião da privatização de Telesp e aquisição pela “Telefônica de Espanha”, postei comentários enaltecendo esta tal “doação”, e que criminosamente foi usada como propaganda política, e no decorrer do tempo, e das investigações foi desvendado o cambalacho, pois quaisquer das montadoras existentes no Brasil teriam tecnologias e condições de executarem a rebitolagem, (Possuiam a bitola Ibérica) e a adaptação para as condições locais (As carruagens vieram de largura inferior ~2,8 m as existentes padronizadas no Brasil 3,15 m) e tiveram adaptadas uma plataforma (estribo) no piso em frente as portas de ~10 cm em ambos os lados (gambiarra) para se evitar o vão, com um custo muito mais justo, foi um presente de grego, com direito a um “Olé”, além da Espanha conseguir livrar-se de algo obsoleto (~30 anos de uso), que lá estavam ocupando espaço, mas havia também uma outra razão para a maracutaia, pois sendo uma doação, não se fez necessário licitar, e aí se abriu uma brecha para os gatunos agirem, foi também a partir desta época ~1996 em que os burocratas incorporam mais uma bitola (1,43 m, e uma tensão de alimentação de 1,5 kVcc no Brasil, (linhas 4 e 5 Metrô-SP e de Salvador-BA) as existentes, contrariando os técnicos que sinalizavam para a uniformização e padronização, indo na contramão da lógica, uma vez que a bitola de 1,6 m já estava consolidada nas sete maiores cidades brasileiras para trens suburbanos e metrô.

    Em tempo, A norma que dispõe da acessibilidade e ergonomia em trens urbanos é a NBR-14021 da ABNT, e no item: 5.6.4 – Vão e desnível entre o trem e a plataforma 10 cm no máximo (horizontal) e 8 cm no máximo de desnível (vertical), porém ela é omissa com relação ao comprimento máximo do estribo.

    “Quando não se aprende com os erros do passado, corre o risco de repeti-los no presente.”

    “O homem que se vende, recebe sempre mais do que vale” Barão de Itararé

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