Trem da Coppe/UFRJ que flutua sobre trilhos está aberto ao público para testes
Publicado em: 25 de agosto de 2018
Maglev-Cobra: único atrito do veículo é com o ar durante o deslocamento
ALEXANDRE PELEGI
A Cidade Universitária da Ilha do Fundão, no Rio de Janeiro, é protagonista de um importante projeto de modernização de equipamentos urbanos. Trata-se do Maglev-Cobra, ou trem de levitação, que flutua sobre os trilhos sem atrito.
Desenvolvido há dois anos na UFRJ pela Coppe e pela Escola Politécnica, o Maglev-Cobra é compacto e leve, se desloca silenciosamente sobre trilhos imantados, sem emitir poluentes em uma linha experimental construída na Cidade Universitária, alimentada por quatro painéis de energia solar.
O projeto, sob a coordenação do professor Richard Stephan, é desenvolvido por pesquisadores do Laboratório de Aplicações de Supercondutores (Lasup), e é o primeiro veículo de levitação magnética para transporte urbano do Hemisfério Sul.
O objetivo do projeto é revolucionar o transporte coletivo com alta tecnologia, energia eficiente, não poluente e de custo acessível para os grandes centros urbanos, informa o site da Coppe.
Segundo o professor Richard Stephan, além de ser eficiente do ponto de vista ambiental, ele é economicamente vantajoso. O custo de implantação por quilômetro é de cerca de 1/3 do valor de um metrô subterrâneo, garante Stephan.
Composto por quatro módulos de 1,5 metro de comprimento cada, o Maglev Cobra pode transportar até 30 passageiros por viagem.
Em lugar das rodas, o veículo tem sapatas com cerâmicas supercondutoras resfriadas com nitrogênio líquido – a 196 graus centígrados negativos, a cerâmica adquire a propriedade de repelir um campo magnético gerado nos trilhos.
O Maglev Cobra tem uma série de vantagens se comparado a outros meios de transporte. A principal delas é o baixo custo. Por dispensar instalações complexas e dispendiosas, seu custo de implantação, por quilômetro, é estimado em R$ 33 milhões – cerca de um terço dos R$ 100 milhões necessários para cada quilômetro construído de um metrô subterrâneo no Rio de Janeiro.
O veículo está à espera do resultado de um pedido de certificação internacional, que poderá abrir caminho para a sua produção industrial e comercialização. Atualmente ele já ocupa o nível 6 da escala de evolução utilizada pela Nasa (TRL – Technology Readiness Level), que mede o grau de amadurecimento de uma nova tecnologia. A escala TRL vai até o nível 9, que indica que o produto está pronto para ser posto lançado comercialmente.
O veículo Maglev-Cobra está aberto ao público para testes.
As viagens são realizadas todas às terças-feiras, entre 11h e 15h. A estação do Centro de Tecnologia da UFRJ fica no segundo andar do Bloco I-2000 (altura do Bloco H), na Av. Horácio Macedo, 2030, Cidade Universitária.
A expectativa é de que o veículo obtenha a certificação em 2020 e entre em operação em uma linha de 5 km, na Cidade Universitária, ligando a Estação de BRT Aroldo Melodia ao Parque Tecnológico, conforme previsto no Plano Diretor da UFRJ. Logo após, a ideia é que faça a conexão entre os aeroportos Galeão e Santos Dumont.
Veja o vídeo do projeto:
Se você quiser saber mais sobre o projeto, o site oficial do Maglev Cobra tem uma página exclusiva com respostas a perguntas frequentes, como “se acabar a energia o trem descarrilha?”; “o campo magnético do trilho pode afetar a saúde do passageiro?”; de onde vem o nitrogênio líquido usado para refrigerar os supercondutores?”; “qual é a velocidade máxima que o Maglev Cobra atinge?”, dentre outras. Leia aqui.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes



Carmaba. Na década de 1970 (!) era estudante de engenharia e a FEI em SP já tinha este projeto e protótipo. Estamos em 2018………!
O problema é que para um protótipo amadurecer, depende de N fatores. Desde o financiamento e interesse público até as próprias tecnologias ao arredor também se aperfeiçoarem. E claro, custos e disponibilidade de itens para a construção.
Tecnologias de transporte magnético são caras e complexas. O fato de em 1970 ter o protótipo e até hoje estar em fase de aprimoramento significa que ou houve entraves (o que de fato houve) ou que as tecnologias assessórias ainda não estavam aperfeiçoadas.
Acho relevante este projeto , pra uma cidade que a população esta muito grande , e osistema de transporte atual , ja não da conta.mas o valor será populsr?