CEF e Prefeitura do Rio assinam acordo para retomada do BRT Transbrasil

Publicado em: 23 de agosto de 2018

Prefeito havia anunciado retomada das obras do corredor de ônibus no final de julho, e disse na época que contava com apoio da CEF e do Ministério das Cidades

ALEXANDRE PELEGI

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, e o presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Nelson Souza, assinaram nesta quarta-feira, dia 22 de agosto de 2018, convênio para retomada das obras do BRT Transbrasil, que ligará o centro da capital fluminense a Deodoro, na zona oeste. O convênio prevê repasse de R$ 50 milhões da Caixa.

Crivella já havia anunciado em 31 de julho que as obras do BRT seriam retomadas, e que contava o apoio da Caixa Econômica Federal e do Ministério das Cidades. (Relembre)

O corredor de ônibus BRT, que deveria ter sido entregue para as Olimpíadas de 2016, terá 27 quilômetros de extensão, 28 estações e cinco terminais de integração. O prefeito afirmou que a obra deverá ser entregue em 13 ou 14 meses.

Na mesma solenidade, a prefeitura do Rio e a CEF assinaram acordo de entendimento para retomada do Porto Maravilha.

O acordo prevê repasse de R$147 milhões provenientes do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para que o consórcio Porto Novo reassuma os serviços de manutenção urbana na região portuária.

O acordo foi formalizado na presença do ministro das Cidades, Alexandre Baldy, e do presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio (Cdurp), Antonio Carlos Barbosa.

PORTO MARAVILHA

O Porto Maravilha é uma parceria público-privada, cujo objetivo é promover transformações urbanísticas, melhorias sociais e valorização do meio ambiente.

A Operação Urbana Consorciada foi apresentada nos preparativos para a Copa do Mundo de 2014 e para as Olimpíadas de 2016 como um projeto que atrairia investimentos imobiliários e desenvolveria a região portuária do Rio, numa área de 5 milhões de metros quadrados.

Com gestão da Cdurp, órgão criado pela prefeitura, a execução está a cargo do Consórcio Porto Novo, formado pelas empresas Odebrecht, OAS e Carioca Engenharia.

Com a falta de investidores no Porto e a consequente falta de liquidez do fundo, os repasses da CEF estavam suspensos desde junho. A prefeitura passou então a cuidar da conservação da região.

A Caixa se comprometeu a repassar R$ 147 milhões para a manutenção da região até junho de 2019. O dinheiro virá do Fundo de Investimento Imobiliário Porto Maravilha e será aplicado para manutenção e pequenas obras.

O esforço de valorização da região portuária incluiu obras importantes, com a reurbanização de vias, implantação do VLT e de ciclovias, além da construção do Museu do Amanhã, do AquaRio e do Boulevard Olímpico.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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