Retomada do BRT Transoeste na Cesário de Melo continua sem prazo

onibus Foto: Ilustração

ALEXANDRE PELEGI

Vans ilegais fazendo o mesmo trajeto do BRT TransOeste, atuando sem fiscalização e oferecendo tarifa mais baixa. Estações depredadas por atos de vandalismo, o que aumenta a passagem de “penetras”, que entram no sistema sem pagar, aumentando a evasão. Aumento da violência no entorno, amedrontando usuários…

Desde novembro de 2017 o consórcio que administra o sistema BRT já anunciava que iria retirar todos os ônibus do corredor Transoeste entre Campo Grande e Santa Cruz (Relembre).

A situação chegou ao limite em maio deste ano, quando as estações do corredor TransOeste entre Cesarão 1 e Campo Grande foram fechadas no dia 26 de maio por questões de segurança.

Desde então, saíram os articulados e passaram a circular veículos convencionais que rodam fora da calha. O espaço, antes ocupado por imponentes ônibus articulados, está vazio, tomado por ciclistas, como identificou matéria do Globo desta sexta-feira, dia 17 de agosto de 2018.

A troca dos articulados por ônibus urbanos era para ser algo provisório, que deveria persistir até o Consórcio BRT providenciar a recuperação e reabertura das estações fechadas.

No dia 4 de junho um comunicado do Consórcio anunciava um plano de contingência para retomada dos serviços, e definia um prazo de três meses.

De lá até hoje, no entanto, a situação persiste inalterada. Segundo a matéria do jornal carioca nada foi feito e a situação das estações piorou ainda mais, com algumas delas totalmente saqueadas.

Quem mora no trecho do corredor TransOeste precisa seguir para a Barra e pegar ônibus ou van até Campo Grande ou ao centro de Santa Cruz. De lá o usuário pode finalmente entrar num ônibus articulado.

Em nota, o Consórcio BRT informa que a recuperação e a volta à operação das estações da Avenida Cesário de Melo estavam condicionadas a um plano de segurança pública que deveria garantir a integridade de passageiros e funcionários, além da infraestrutura do sistema.

“No dia 05/06, logo após a paralisação da operação na Avenida Cesário de Melo, enviamos um ofício à SMTR em que falamos da implantação do Plano de Contingência. Nele, nos responsabilizamos por implementar a Linha 17 (Campo Grande— Santa Cruz), operando em paralelo ao corredor, com ônibus urbano. Também ratificamos nossos dois ofícios, datados de 23/05/2018 e 29/05/2018, em que propomos que durante o período de contingência fosse discutido pelas partes um programa para as ações do Poder Concedente no trecho, tais como: reconstrução e revitalização das estações destruídas e/ou vandalizadas pelo inadimplemento de segurança pública no sistema e seu entorno; e provimento pelo Poder Concedente de segurança pública ostensiva e 24 horas por dia, no sistema BRT e no entorno”, conclui a nota do Consórcio BRT.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: