Prefeitura de Niterói divulga empresas que farão as 11 estações restantes do Corredor BHS Transoceânica

Foto: Estação do BHS de Charitas, já pronta (Divulgação)

Obras do corredor expresso devem ser concluídas ainda em agosto, e o começo da operação está previsto para novembro

ALEXANDRE PELEGI

A Prefeitura de Niterói divulgou nesta quinta-feira, dia 02 de agosto de 2018, o resultado da licitação promovida pela Emusa – Empresa Municipal de Moradia, Urbanização e Saneamento para a implantação das 11 estações de embarque do Corredor BHS (Bus High Service) Transoceânica, o que inclui as obras e o mobiliário.

Duas empresas foram as vencedoras do certame. A Construtora Pimentel & Ventura Ldta fará as estações pelo valor de R$ 1.427.406,10. Já a Metalco do Brasil Ltda fornecerá o mobiliário, num contrato de R$ 8.993.150,00.

A concorrência pública internacional estava orçada em R$ 36.711.620,07, e ao final o valor total dos dois contratos caiu para R$ 10.420.556,10. A obra faz parte do corredor viário de 9,3 quilômetros de extensão, que já conta com duas estações prontas, no Engenho do Mato e em Charitas.

As obras do corredor expresso devem ser concluídas ainda em agosto, e o começo da operação está previsto para novembro.

O corredor do tipo BHS liga o bairro do Engenho do Mato, na Região Oceânica, ao de Charitas, na Zona Sul, e por ele circularão ônibus elétricos.

Na atual fase de obras estão sendo concluídas as adequações das calçadas, realocação dos postes e a implantação do último trecho da ciclovia. As estações serão iniciadas na sequência.

Seguindo o modelo das estações do VLT do Rio de Janeiro, os terminais do corredor BHS de Niterói terão piso na altura do passeio público, com bicicletário, câmeras de segurança, sistema de sonorização (o que garante comunicação do centro de controle com os passageiros), painéis com tempo de chegada dos ônibus na estação, e um telão onde os usuários poderão acompanhar a localização dos ônibus no mapa.

FROTA NOVA TERÁ 100 ÔNIBUS, DOS QUAIS 40 SERÃO ELÉTRICOS

O corredor terá uma nova frota de 100 ônibus, dos quais 40 elétricos que serão adquiridos pela prefeitura, cedidos por tempo determinado ao consórcio que atua na Região Oceânica (TransOceânico).

Todos os veículos seguem o conceito BHS, com piso baixo e porta dos dois lados. Nesse sistema os ônibus têm ar-condicionado, portas dos dois lados e circulam em faixas exclusivas. As estações ficarão localizadas em um intervalo médio de 400 metros, para que a população precise caminhar no máximo 200 metros entre uma unidade e outra.

O corredor terá cinco linhas saindo de diversos bairros da Região Oceânica. O valor da tarifa não sofrerá alteração, mantendo-se no valor atual de R$ 3,90.

Confira os locais das estações do BHS:
1ª) Engenho do Mato (já pronta)
2ª) perto do Rio João Mendes
3ª) rótula da Avenida Central
4ª) em frente ao Mercado Maravista
5ª) próximo Rua São Marcio
6ª) antes da subestação da Enel e depois da Rua das Andorinhas
7ª) próximo Avenida Santo Antonio
8ª) depois do Multicenter, ao lado do hospital
9ª) antigo hospital Amil
10ª) próximo ao DPO do Cafubá
11ª) rótula Cafubá na Fazendinha
12ª) Fazendinha, perto da AABB
13ª) Charitas (já pronta)

DINHEIRO DO PETRÓLEO SERÁ USADO PARA COMPRA DOS ELÉTRICOS

Somente de janeiro a maio deste ano a cidade de Niterói, no estado do Rio de Janeiro, arrecadou mais de R$ 434,7 milhões provenientes de royalties e participações especiais na exploração de petróleo.

A previsão é que até o fim deste ano o município fluminense supere o montante de R$ 1 bilhão de arrecadação com essas receitas.

Os dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) colocam Niterói em segundo lugar no ranking de cidades que mais arrecadam com receitas do petróleo no estado do Rio, atrás da campeã Maricá.

De acordo com matéria do jornal O Globo, de munho deste ano, a prefeitura da cidade fluminense vai destinar a maior parte desses recursos para investimentos em duas áreas: Mobilidade e infraestrutura.

Um dos objetivos é comprar até 50 ônibus elétricos para operar no corredor BHS da Transoceânica, obra com previsão de término para dezembro deste ano. Com isso, a prefeitura acredita a tarifa, hoje em R$ 3,90, não precisará ser reajustada.

O problema dos elétricos é seu valor de compra, o que incidirá num custo de operação maior para quem vai operar o corredor. A prefeitura já vinha negociando com o consórcio TransOceânico como evitar que isso implique em aumento da tarifa, e analisava a possibilidade de subsidiar metade da frota dos novos veículos movidos à eletricidade.

Agora, com o dinheiro proveniente dos royalties, a prefeitura anuncia a intenção de comprar de 40 a 50 veículos elétricos, evitando assim o impacto desse investimento no valor final da tarifa.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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