Tarifa técnica do sistema de Curitiba passa a ser de R$ 4,71, com subsídios

Ônibus em Curitiba. Crédito do governo do Estado deve ser usado para bancar sistema municipal

Valor deveria ser de R$ 4,82 até o ano que vem, mas foi modificado por causa da redução no preço do litro de óleo diesel

ADAMO BAZANI

A prefeitura de Curitiba, no Paraná, definiu nesta terça-feira, 31 de julho de 2018, o novo valor de tarifa-técnica do sistema de transportes, que era de R$ 4,24 passa a ser de R$ 4,71. A tarifa social continua sendo de R$ 4,25.

Tarifa-técnica é o valor que as empresas recebem por passageiro transportado e embute os custos de operação e o retorno financeiro aos donos das companhias de ônibus.

Já a tarifa social, também chamada de tarifa pública, é aquela que o passageiro efetivamente paga nas catracas.

Como a tarifa-técnica é maior que a tarifa social, é necessário que o poder público injete dinheiro no sistema de ônibus, caso contrário, a rede de ônibus ficará deficitária.

Neste ano, devem ser necessários R$ 71,3 milhões, dinheiro do governo do Estado.

Em tese, o recurso deveria ser para permitir a criação de novas integrações entre o sistema de ônibus municipais, gerenciados pela Urbs – Urbanização de Curitiba S.A. e os coletivos que partem das cidades vizinhas, sob gestão da Comec – Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba.

Mas na prática, os recursos integram o crédito suplementar para pagamento de tarifas e outras despesas operacionais.

O valor inicial proposto da tarifa técnica seria de R$ 4,82, mas caiu para R$ 4,71 por causa da desoneração de R$ 0,46 do preço do óleo diesel, que fez parte de um acordo do Governo Federal para acabar com a greve dos caminhoneiros em maio.

A queda de R$ 0,11 na tarifa e não de R$ 0,46 é porque o diesel é apenas um dos itens que integra a planilha de custos, levando em conta a proporcionalidade, e porque a queda no valor do diesel foi a partir de junho, antes as empresas pagavam o combustível mais caro.

O reajuste da tarifa-técnica deveria ter sido em 26 de fevereiro, sendo assim, as empresas de ônibus também vão receber de maneira retroativa a partir desta data.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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