Viação Santa Brígida vai receber mais 100 chassis Volvo de motor traseiro

Santa Brígida já possui unidade do modelo em circulação. Foto – Divulgação Volvo (Clique para ampliar)

Empresa possui parceria com montadora que auxilia no aperfeiçoamento do pós-venda e de modelos

ADAMO BAZANI

A Viação Santa Brígida, que opera a área 1 região sudoeste do sistema de ônibus da capital paulista, deve receber nos próximos meses, em lotes, mais 100 chassis de ônibus 100% da Volvo.

De acordo com o diretor comercial de Ônibus da Volvo no Brasil, Gilberto Vardânega, ao Diário do Transporte, o primeiro lote destes chassis estão na encarroçadora Caio, em Botucatu, no interior de São Paulo.

A renovação vai baixar a idade média dos ônibus na região. A Santa Brígida faz parte do Consórcio Bandeirante de Transporte que atende a bairros como Anhanguera, Brasilândia, Cachoeirinha, Freguesia do Ó, Jaguara, Jaraguá, Limão, São Domingos, Perus e Pirituba, por exemplo.

O modelo escolhido é o Volvo B250R (B8R), de motor traseiro e piso baixo, do tipo padron, que atende às especificações as SPTrans – São Paulo Transporte, gerenciadora pública do sistema.

O Gilberto Vardânega disse que a Santa Brígida é uma das empresas que integra uma parceria com fabricante que resulta em aperfeiçoamento da assistência técnica e até mesmo desenvolvimento de novos modelos ou alterações para próximas versões.

É o programa VED – Volvo Equipe Dedicada, hoje presente em aproximadamente 60 empresas de ônibus em todo o País, das quais, em torno de 60% são rodoviárias e 40% urbanas.

A cada três meses são realizadas reuniões entre as equipes comerciais e técnicas da Volvo e gestores da empresa de ônibus.

“A Santa Brígida é uma empresa de referência, não só na prestação de serviços, mas também na organização, gestão e controle dos dados. Os índices operacionais dela são bem confiáveis e nos ajuda a desenvolver produtos e soluções.” – disse Gilberto Vardânega, que lembrou que a Santa Brígida é uma das clientes-chave da Volvo desde 2014, quando teve início o programa VED.

O modelo Volvo B250R (B8R) foi lançado em agosto de 2017, com cobertura do Diário do Transporte.

Segundo a montadora, o veículo pode reduzir os custos com combustível entre 3% e 4% e tem uma maior faixa de torque, em torno de 34%, em relação ao seu modelo antecessor B7R ou B290R.

Relembre matéria:

https://diariodotransporte.com.br/2017/08/08/volvo-lanca-novo-modelo-de-onibus-urbano-b8r/

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. João Luis Garcia disse:

    realmente, trata-se de uma empresa exemplar na operação, manutenção e gestão.
    a Volvo não poderia ter escolhido uma empresa melhor

  2. Tenho participado das mudanças do transporte coletivo em nossa cidade de São Paulo e tenho visto que em muitas linhas de ônibus, a aplicação dos carros não são
    compatíveis com os caminhos que essas linhas passam. Exemplo Ruas estreitas com carros grandes, ou Ladeiras com ônibus grandes, dificultando as manobras. Tem ruas que os ônibus são obrigados a subirem nas calçadas ou quebrar galhos de árvores. Parece que os técnicos responsáveis não sabem que em determinados locais a dificuldade dos motoristas não são levadas em consideração. São Paulo tem grandes ladeiras e muitos locais que os ônibus grandes são forçados, onde ônibus pequenos fariam as viagens com mais facilidade. A Santa Brígida e a SPTRANS têm recebido as minhas sugestões.

    1. William de Jesus disse:

      Mas então o que você sugere para resolver este problema? A demanda na cidade tem aumentado exponencialmente e colocar carros menores não irá resolver. Vide, por exemplo, a 675i, hoje operada 100% com UDAs que só tem um problema no TS, quando tem que entrar numa rua estreita para fazer o retorno. Mas a demanda da linha é muito alta. Como convencer a colocar carros menores em uma linha assim?

      Em relação às arvores, aí a prefeitura é quem tem que fazer a zeladoria de forma eficiente, podando ou até cortando a arvore.

      Concordo quando diz que muita linha passa com carros incompatíveis com o itinerário, mas punir a população colocando carros menores também não dá.

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