Metra realiza no ABC e em São Paulo pesquisa sobre preocupação ambiental da população

Trólebus da Metra. Empresa diz que adota diversas ações em prol do meio ambiente. Foto: Adamo Bazani/Diário do Transporte. Clique para ampliar

Empresa, operadora do Corredor ABD, quer saber quais práticas de respeito à natureza que a comunidade acha mais importantes

ADAMO BAZANI

A operadora de ônibus e trólebus do Corredor Metropolitano ABD iniciou uma pesquisa para saber da população quais as ações de respeito ao meio ambiente são mais importantes na visão do público.

O formulário, que pode ser respondido pela internet, é de rápido preenchimento e traz sete perguntas, de múltipla escolha, sobre o sistema de transporte e práticas que a companhia já adota, como a manutenção dos certificados ISO 9001:2008 (Gestão da Qualidade) e ISO 14001:2004 (Gestão Ambiental), reciclagem de resíduos, reuso de água, teste de opacidade da fumaça, entre outras.

O formulário pode ser baixado enviado por meio deste link, para resposta da pesquisa:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScD8MOHjEHIEzYxrGm3hL2Mn8MgEhCD3xUh8D1-bxf1FL-Y8Q/viewform?c=0&w=1

A empresa adota diversas ações como o Programa Corredor Verde, que desde 2008 foi responsável pelo plantio de mais de dez mil mudas de árvores e plantas ao longo dos 33 quilômetros do eixo do corredor entre São Mateus, na zona Leste de São Paulo, e Jabaquara, na zona Sul da capital paulista, passando pelas cidades de Santo André, Mauá, São Bernardo do Campo e Diadema, no ABC.

Além de qualificar a região do corredor do ponto de vista paisagístico, o Corredor Verde, segundo a Metra, traz benefícios ambientais, já que as árvores e as demais plantas captam os gases poluentes gerados pelos carros, caminhões e ônibus e liberam oxigênio.

A manutenção do Corredor Verde também traz benefícios sociais, de acordo com a companhia de transportes.

A poda das árvores e dos jardins ao longo do Corredor Verde é enviada para compostagem.

O material volta como biomassa e serve para adubar o próprio corredor de origem.

Isso evita que o material da poda seja encaminhado para aterros, hoje escassos no ABC.

O lado social é porque este material para compostagem é enviado para a Associação Santo Inácio para a Integração do Trabalhador Especial, uma entidade que capacita e coloca no mercado de trabalho cidadãos com algum tipo de deficiência ou limitação física ou intelectual.

Muitos dos trabalhadores capacitados nesta instituição foram contratados pela Metra e hoje atuam em diversos setores.

Os bilhetes de papel com tarja magnética, além de os outros papéis utilizados na garagem e nos terminais, vão para reciclagem também. O material é encaminhado por conta da Metra para a instituição social Casa de Lucas e cooperativas de catadores, ajudando comunidades carentes, gerando renda e capacitação profissional. Por mês, é enviada para reciclagem em torno de uma tonelada de papéis.

Na garagem, também há estação de tratamento e reuso de água. Por ano, é possível economizar em torno de 10 milhões de litros de água.

Os ônibus e trólebus são lavados com detergentes e materiais biodegradáveis que não ofendem a natureza, mas a água não é descartada. Ela é encaminhada para uma estação de tratamento de efluentes, que é formada por um conjunto de equipamentos que realiza o tratamento físico e químico.

Além disso, água da chuva é captada nas calhas de estruturas da empresa e encaminhada também para esta estação.

Após o tratamento, a água então é utilizada para lavar novamente os ônibus, calçadas dos pontos e terminais.

O trabalho traz diversas vantagens. Além de não depositar no meio ambiente água suja, também evita que seja usada a água potável do sistema de tratamento da Sabesp, consumida por toda a comunidade.

A Metra também possui um departamento específico de sustentabilidade, que é responsável por coordenar todas as ações em prol do meio ambiente e da comunidade, tomadas pela empresa e funcionários.

Entre estas ações estão o gerenciamento de 30 tipos de resíduos com destinação correta, práticas sustentáveis dentro da garagem, como a substituição dos copos plásticos por canecas individuais para os funcionários e parcerias com entidades de atuação social e inclusão, que também colaboram com o meio ambiente.

A atividade de transporte provoca impactos ao meio ambiente e o setor atua para reduzir esses impactos.

Em relação à destinação dos materiais utilizados na limpeza, manutenção e operação, o setor de sustentabilidade, em sinergia com outras áreas, divide os resíduos a serem descartados e os materiais que podem ser reciclados em classes diferentes.

O departamento também se preocupa com o reaproveitamento de todos os materiais, quando possível.

Por exemplo, existe a logística reversa, que consiste em devolver para o fabricante o material que já não tem mais serventia para que ele seja aproveitado para outro fim ou para a produção de peças e componentes novos. É o que ocorre, por exemplo, com as baterias dos ônibus. Já o óleo dos motores depois de ter sua vida útil esgotada é encaminhado para o re-refino. A fabricante consegue purificar esse óleo para que seja utilizado em outras aplicações e não mais nos ônibus. Para ter uma ideia da importância do re-refino para o meio ambiente, por mês a Metra encaminha para esse processo 2,5 mil litros de óleo dos motores.

Os pneus depois de terem sua vida útil esgotada vão para cooperativas que aproveitam o material em outras aplicações. Nada é lançado no meio ambiente.

A aferição da opacidade, ou seja, a verificação da fumaça dos ônibus para medir o nível de poluentes, também é constante. Além de fazer parte do Programa Despoluir da CNT -Confederação Nacional do Transporte, a Metra utiliza programas de monitoramento constantes que verificam a situação de cada ônibus a óleo diesel. Hoje a empresa tem 295 veículos, dos quais 95 são elétricos ou híbridos e o restante com motores à combustão.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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