Guarujá poderá ter greve de ônibus na terça-feira, 3 de julho

Contrato da prefeitura do Guarujá com a Translitoral venceu em junho de 2017

Paralisação foi anunciada nesta sexta-feira (29) pelos motoristas e empregados da Translitoral

ALEXANDRE PELEGI

Motoristas e empregados da empresa Translitoral decidiram entrar em greve a partir de terça-feira, dia 3 de julho.

O movimento paredista envolve 700 funcionários da viação, dos quais 400 são motoristas. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Santos e Região a decisão por paralisar os serviços foi o descontentamento diante da proposta de reajuste oferecida pela empresa de ônibus.

Caso a greve se confirme, serão afetadas mais de 50 mil pessoas das 34 linhas de ônibus que atendem o Guarujá.

O sindicato da categoria afirma que a proposta da Translitoral inclui os seguintes itens:

– aumento de 1,69% a partir da data-base de maio (correspondente à inflação do período de um ano), mais 0,81% em outubro, retroativo a maio;

– correção de 2,5% na cesta-básica; e

– aumento de R$ 1,00 no vale-refeição.

O sindicato alega que o principal problema da proposta é o parcelamento do reajuste.

O mesmo acordo, sem parcelamento no reajuste salarial, já foi aprovado pelos empregados das empresas Br Mobilidade e Piracicabana, que atendem os transportes municipais e intermunicipais de Santos e Praia Grande.

Os 2.800 trabalhadores das duas empresas receberão 2,5% de reajuste integral, aplicado na cesta-básica e na participação nos lucros ou resultados (PLR).

O vale-refeição diário subirá de R$ 23,00 para R$ 24,00, aumento de 4,35%.

PREFEITURA E TRANSLITORAL

A Prefeitura de Guarujá divulgou nota informando que o pedido de reajuste tarifário feito pela Translitoral não foi atendido. O motivo, segundo a nota, decorre “da precariedade da relação contratual existente, ou seja, o ‘termo de autorização’ para exploração do transporte, e por entender tal situação como irregular”.

O contrato com a Translitoral, com duração de 15 anos, venceu em 12 de junho de 2017 e, por recomendação do Ministério Público, não pode ser renovado ou prorrogado.

A Translitoral também se manifestou sobre a greve, afirmando que está entrando com dissídio coletivo de greve, além de pedido liminar para manter os serviços essenciais no período da paralisação. A empresa afirma ainda que atua sem reajuste desde 2014, já que o aumento concedido em 20 de dezembro de 2016 foi suspenso pela Justiça em fevereiro de 2017. Relembre: https://diariodotransporte.com.br/2017/03/10/justica-proibe-aumento-de-passagem-de-onibus-no-guaruja/

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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