Vandalismo e assaltos em Campinas tiram cinco ônibus de circulação neste domingo

Um ônibus foi invadido na Avenida Ruy Rodrigues por oito homens que pularam a catraca e atearam fogo em um dos bancos.

Novos ataques ocorreram na madrugada. Em 10 dias, já foram 18 ônibus danificados

ADAMO BAZANI/JESSICA MARQUES

O início da manhã deste domingo, 10 de junho de 2018, foi marcado por mais ações de vandalismo e violência contra veículos do transporte coletivo em Campinas, no interior de São Paulo.

Três ônibus foram assaltados e outros dois foram depredados. Dois dos assaltos ocorreram na mesma linha num intervalo de 15 minutos.

Segundo o SetCamp, sindicato das empresas de ônibus, às 5h10, um veículo da linha 117 trafegava pela Rua Carmen de Angelis Nicoleti quando um casal embarcou e, o homem, com uma faca, anunciou o assalto. A mulher roubou R$ 7 do motorista. Os criminosos fugiram.

Na mesma linha, às 5h25, na Rua Faustino Von Zuben, outro ônibus foi abordado. A ação foi semelhante. Um casal armado com faca realizou o roubo. Foram levados R$ 50.
Segundo a descrição dos funcionários, trata-se do mesmo casal.

O terceiro assalto ocorreu às 10h10, em um ônibus que fazia a linha 115. O caso ocorreu na Avenida dos Metalúrgicos, no Jardim Santo Antônio. Outra vez, o motorista foi abordado por um casal e o homem apontou uma faca ao condutor enquanto a mulher roubou R$ 50 do motorista. Após o assalto, a dupla fugiu.

Ainda no início da manhã, por volta das 5h20, um ônibus foi invadido na Avenida Ruy Rodrigues por oito homens que pularam a catraca e atearam fogo em um dos bancos, além de rasgarem outro, fugindo em seguida. O motorista conseguiu conter as chamas com o extintor do ônibus.

Na linha 142, na Rua Ruy Rodrigues, um coletivo foi atingido por um pedra que quebrou um dos vidros da porta traseira. O veículo teve de ser recolhido.

Em todas as ações, ninguém ficou ferido.

HISTÓRICO

Uma série de ataques a ônibus ocorre em Campinas desde maio. No dia 28, um ônibus da VB Transporte, que fazia a linha 316 foi cercado por um grupo, todos aparentemente adolescentes, na Avenida Armando D’Otaviano, Parque da Cidade, no início da noite.

O veículo estava com passageiros, que foram obrigados a descer. O ônibus abordado era um articulado. A perda foi total, de acordo com o Sindicato de Transportes de Campinas (SetCamp).

No mesmo dia, por volta das 13h, na Gleba B, tentaram colocar fogo em outro ônibus, mas a Guarda Municipal chegou a tempo e impediu. Por volta de 19h30, outro ônibus foi incendiado no Campo Belo, na marginal da Rodovia Santos Dumont. Foi o carro de prefixo 1791.

Um ônibus que fazia a linha 101 foi depredado em 31 de maio. Segundo informações do motorista, o ônibus trafegava pela Avenida Rui Rodrigues, sentido Terminal Ouro Verde / Bairro, próximo ao Shopping Spazio. O ataque envolveu o carro de prefixo 1914.

Na manhã de 3 de junho, quatro ônibus de Campinas também foram vandalizados. Os veículos operavam em linhas municipais diferentes e foram atacados aproximadamente no mesmo horário, por volta de 5h, conforme informações do SetCamp.

Neste sábado, 9 de junho de 2018, mais dois ônibus foram alvos de ataques. Segundo o motorista do carro 1861, que fazia a linha 117, indivíduos localizados numa passarela atiraram uma pedra no para brisa-dianteiro do ônibus. O vidro quebrou, mas não houve feridos. Por volta de meio-dia, o carro 1874, que operava a linha 107, foi alvejado por uma pedra que atravessou o para-brisa dianteiro quando trafegava pela Rua Faustino Bom Zuben, altura do número 838.

Até 3 de junho, o SetCamp contabilizava 12 ônibus vandalizados. Neste domingo, 10 de junho, o sindicato informou que foram 18 veículos danificados, nos últimos dez dias.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Jessica Marques para o Diário do Transporte

 

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Comentários

Comentários

  1. Rogerio Belda disse:

    Estes acontecimentos são ainda mais graves do que parecem. As seguradoras não aceitam fazer seguro de ônibus. Os agressores pensam que estão agredindo o Governo. Valor de ônibus é maior do que um pequeno apartamento. E os prejudicados: passageiros e empresários, podem fazer muito pouco para mudar esta situação. Tudo se passa….como se nada houvesse! Rogerio Belda

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