Temer anuncia redução de emissões de carbono em 10% até 2028

Trólebus na capital paulista

Presidente ainda prometeu que dependência de combustível deve cair dos atuais 11,5% para 7 %

ADAMO BAZANI

O presidente Michel Temer anunciou uma nova meta para reduzir as emissões de carbono até o final de 2028:  10% em relação aos níveis atuais.

É a terceira medida sobre o tema, de acordo com a EBC, a agência do Governo Federal.

A meta não anula o compromisso do Brasil no âmbito do Acordo de Paris, firmado em 2015, para reduzir em 37% as emissões de gases de efeito estufa até 2025, em relação aos níveis de 2005.  Até 2030, ainda em comparação com o ano de 2005, as reduções devem ser de 43% em 2030.

DEPENDÊNCIA MENOR:

O Governo Federal ainda anunciou que a dependência externa de combustível para transporte e atividades industriais deve cair dos atuais 11,5% para 7%.

Com isso, na visão do Governo Federal, a expectativa é que em 10 anos o Brasil esteja menos exposto à oscilação do preço do petróleo e das variações cambiais.

Essa dependência é um dos motivos da polêmica política de preços da Petrobras, atrelada à variação internacional do petróleo, que foi o estopim para a greve dos caminhoneiros, entre 21 e 31 de maio.

Por causa desta política, até o acordo com a categoria, o preço do diesel poderia aumentar ou diminuir quase diariamente. Agora esta variação será repassada a cada 30 dias, no caso desse combustível utilizado em larga escala por ônibus e caminhões.

Apesar de estudos e discussões, tanto na esfera técnica como política, ainda a variação da gasolina segue o padrão diário com base nas cotações internacionais.

ÔNIBUS MENOS POLUENTES:

De acordo ainda com a agência de notícias do Governo Federal, ambientalistas classificam como tímidas as medidas, tanto do ponto de vista nacional como local, para estimular a adoção de frotas de veículos menos poluentes.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, no Brasil em torno de 80% da poluição atmosférica têm como origem as emissões por veículos automotores.

Uma das alternativas é que a mudança do panorama dos veículos em circulação comece pelos ônibus, tanto pelo impacto que o óleo diesel representa na qualidade do ar das cidades, como por serem frotas controladas de mais fácil avaliação dos resultados e com a possibilidade de financiamentos mais direcionados.

Em São Paulo, uma lei sancionada em janeiro pelo então prefeito João Doria prevê reduções das emissões pelos ônibus em períodos de 10 e 20 anos.

As metas fazem parte do edital de licitação do sistema da capital paulista.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2018/01/18/doria-aprova-alteracao-da-lei-de-mudancas-climaticas-mas-veta-inspecao-veicular/

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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