Acordo encerra greve de ônibus em Ilhéus (BA) logo no primeiro dia

Foto: Um dos dez novos ônibus da São Miguel, parte da renovação da frota da empresa (fevereiro/2018 - Prefeitura de Ilhéus)

Rodoviários da cidade baiana deflagraram paralisação por prazo indeterminado já na sexta-feira, dia 1º. Acordo mediado pelo prefeito encerrou paralisação

ALEXANDRE PELEGI

Em campanha salarial, o Sindicato dos Rodoviários de Ilhéus (Sindrod) não havia chegado a acordo com as empresas de transporte coletivo da cidade Ilhéus, sul da Bahia. Por conta disso, os rodoviários da cidade baiana, na semana passada, decretaram greve, por prazo indeterminado, a partir da zero hora do dia 1º de junho, sexta-feira.

Na própria sexta-feira, primeiro dia de greve, o prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre, mediou encontros entre patrões e sindicato dos rodoviários. Ao final do dia, após o sucesso da negociação, o site oficial da prefeitura anunciou o fim da paralisação.

Com o fim da greve logo em seu primeiro dia, os ônibus urbanos da cidade baiana voltaram a circular com toda a sua capacidade no sábado, dia 2 de junho.

O acordo fechado garantiu reajuste de 2% no salário de motoristas e cobradores, mais 6% no valor do ticket alimentação.

O diretor da Superintendência Municipal de Trânsito (Sutran) de Ilhéus, Gilson Nascimento, presente nos encontros entre rodoviários e empresas de ônibus, afirmou que a ajuda do prefeito para se chegar a um acordo permitiu que a categoria dos rodoviários “obtivesse uma vitória importante, conquistando um índice maior que a inflação e um reajuste maior que a categoria obteve neste mesmo movimento em Itabuna, por exemplo”.

LIMINAR

Na sexta-feira, dia 1º de junho, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJBa) chegou a expedir decisão liminar, atendendo a uma ação judicial impetrada pelas empresas do transporte coletivo de Ilhéus, determinando que o Sindicato da categoria mantivesse o contingente mínimo de 50% (cinquenta por cento) dos  empregados nos horários de pico – das 5 às 8 horas e das 17 às 20 horas -, e de 30% nos demais horários.

Em caso de descumprimento da decisão o sindicato sofreria multa diária de R$ 20 mil.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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