Petroleiros marcam greve para a próxima quarta-feira

Refinaria de Capuava, no ABC

Anúncio ocorre em meio à greve dos caminhoneiros, que neste domingo entra no seu sétimo dia. Associação dos engenheiros da Petrobrás critica política de preços da estatal

ALEXANDRE PELEGI

A Federação Única dos Petroleiros (FUP), que representa os empregados da Petrobrás, iniciou manifestações neste domingo, dia 27 de maio, em direção a uma greve geral que será deflagrada à zero hora da próxima quarta-feira, dia 30 de maio de 2018.

A greve terá a duração de 72 horas, e dentre as reivindicações está a demissão do presidente da companhia, Pedro Parente.

A FUP diz que a paralisação será uma “greve de advertência”, e a paralisação faz parte “das mobilizações que os petroleiros vêm fazendo na construção de uma greve nacional por tempo indeterminado, que foi aprovada nacionalmente pela categoria”.

Numa lista de cinco pontos, além da demissão de Parente, os petroleiros pedem a redução dos preços dos combustíveis e do gás de cozinha; a manutenção de empregos e retomada da produção interna de combustíveis; o fim da importação de derivados de petróleo; e a desmobilização do programa de venda de ativos promovido pela atual gestão da estatal.

As refinarias que integram o programa de venda de ativos são: Rlam, na Bahia; Abreu e Lima, em Pernambuco, Refap, no Rio Grande do Sul, e Repar, no Paraná.

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) já havia aprovado greve por tempo indeterminado na semana retrasada, mas sem definição de data.

O anúncio ocorre em meio à greve dos caminhoneiros, que neste domingo entra no seu sétimo dia. Em nota, os petroleiros citam a política de reajuste dos preços, motivo que originou o movimento dos caminhoneiros:

“A atual política de reajuste dos derivados do petróleo, que fez os preços dos combustíveis dispararem, é reflexo direto do maior desmonte da história da Petrobras. Os culpados pelo caos são Pedro Parente e Michel Temer, que, intensifica a crise ao convocar as forças armadas para ocupar as refinarias. A FUP repudia enfaticamente mais esse grave ataque ao Estado Democrático de Direito e exige a retirada imediata das tropas militares que estão nas instalações da Petrobras”.

A Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet) divulgou nota em que critica a atual política de preços da companhia estatal. “A Petrobrás é uma empresa estatal e existe para contribuir com o desenvolvimento do País e para abastecer nosso mercado aos menores custos possíveis. A maioria da população quer que a Petrobrás atue em favor dos seus legítimos interesses, enquanto especuladores do mercado querem maximizar seus lucros de curto prazo”, diz a nota.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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