Frota de ônibus do Rio de Janeiro cai para 12% e empresas aguardam escolta para abastecimento. Pezão diz que viações devem fornecer placas de carretas

Por dia, os ônibus do Rio de Janeiro, consomem 760 mil litros de combustível

ADAMO BAZANI

O Rio Ônibus, sindicato que representa as empresas operadoras de linhas municipais, informou que apenas 12% da frota de ônibus escalada habitualmente para um domingo convencional circularam nesta tarde.

O BRT também operou com frota reduzida.

Em nota, o Rio Ônibus informou que por dia os coletivos municipais consomem 760 mil litros de diesel e transportam 4 milhões de passageiros. Essa demanda não pode ser atendida integralmente para outros modais de transporte. A entidade disse que pede escolta policial para levar diesel até os pátios.

O Rio Ônibus informa que até o meio da tarde deste domingo, apenas 12% da frota de coletivos da cidade operou. 

Diariamente, os consórcios que integram o Rio Ônibus necessitam de mais de 760 mil litros de combustível para transportar 4 milhões de passageiros, volume muito superior à capacidade de atendimento de qualquer outro modal. 

Importante ressaltar que o Rio Ônibus está trabalhando para conseguir escolta policial para os carregamentos de combustível destinados ao transporte público do município. A liberação e entrega dos insumos, porém, não depende do sindicato.

A complexidade da operação de abastecimento da frota diante desse cenário crítico resultou na redução dos ônibus na rua.

Na tarde de hoje, o prefeito Marcelo Crivella disse que nesta segunda-feira, 40% da frota estarão nas ruas, mas as empresas não confirmaram oficialmente estes números à imprensa.

Veja:

https://diariodotransporte.com.br/2018/05/27/crivella-diz-que-rio-tera-40-dos-onibus-em-operacao-na-segunda-feira/

Agora há pouco, em coletiva, o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, disse que várias empresas de ônibus municipais contaram com escolta hoje e que a Polícia está empenhada a fazer este acompanhamento.

“Basta a empresa de ônibus informar a placa da carreta” – disse no início da noite deste domingo.

Pezão descartou a necessidade de feriado e ponto facultativo, mas na cidade, por falta de insumos e transporte insuficiente Crivella determinou recesso escolar.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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