Prefeitura de São Paulo vai à Justiça contra greve nacional dos caminhoneiros

Greve dos caminhoneiros afeta transporte público e demais veículos, por falta de combustível

Em pedido, são citados sindicatos das empresas de transporte de cargas e de caminhoneiros autônomos

JESSICA SILVA PARA O DIÁRIO DO TRANSPORTE

A Prefeitura de São Paulo foi à Justiça contra a greve nacional dos caminhoneiros, que ocorre desde segunda-feira, 21 de maio, e afeta o abastecimento de combustível para ônibus e caminhões de lixo.

No pedido, são citados o Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens do Estado de São Paulo e o Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo e Região.

“As empresas do sistema municipal de transporte estão com baixo estoque de óleo diesel por causa da greve nacional dos caminhoneiros. Outros serviços essenciais também podem ser afetados nos próximos dias” – informou a Prefeitura, em nota.

A Prefeitura pede que acabem imediatamente os protestos que impeçam “a saída dos veículos destinados ao abastecimento da frota de ônibus do transporte público do Município de São Paulo das distribuidoras” e “a saída dos veículos destinados ao abastecimento da frota de veículos envolvidos nos demais SERVIÇOS PÚBLICOS ESSENCIAIS – Limpeza Urbana, ATENDE, SAMU, etc”.

O governo municipal solicita também a fixação de multa diária de R$ 1 milhão em caso de descumprimento.

sp .jpg

Confira na íntegra a petição

A greve nacional dos caminhoneiros contra os altos preços do diesel chegou ao quarto dia nesta quinta-feira. A paralisação afetou o transporte público de várias cidades brasileiras, além do bloqueio de principais rodovias.

Confira: Frota reduzida de ônibus, rodízio suspenso em São Paulo, bloqueio em vias urbanas e rodovias. Acompanhe em tempo real o 4º dia de greve dos caminhoneiros

Na Capital Paulista, o transporte público municipal foi afetado, portanto o rodízio de veículos foi suspenso. Até o momento, a coleta de lixo não foi afetada na cidade, mas a Prefeitura alertou que o serviço pode ficar comprometido a partir de sexta-feira, 25 de maio.

Confira a nota da Prefeitura de São Paulo, na íntegra:

“A São Paulo Transporte (SPTrans) autorizou na manhã desta quinta-feira as empresas de ônibus a reduzir em até 40% a frota em operação no horário de entrepico. A medida é necessária para garantir que a frota esteja operacional no fim da tarde e noite.

Durante o início da manhã, as empresas conseguiram circular com até 97% da frota programada porque conseguiram abastecer seus veículos por meios alternativos ou se utilizaram do estoque que ainda dispunham. A frota de trólebus está 100% operacional.

Em negociação mantida pela administração municipal com a Secretaria Estadual de Transportes Metropolitanos, ficou acertado que, à diferença do que ocorre normalmente, a CPTM e o Metrô vão manter 100% de suas frotas em operação no período de entrepico para compensar a ausência de parte dos ônibus.

O rodízio municipal de veículos está suspenso durante toda esta quinta-feira (24). A Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes determinou que a SPTrans e a CET reforcem as equipes de rua para orientar os passageiros e motoristas sobre as mudanças.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu-SP) informa que todas as ambulâncias operacionais foram abastecidas estrategicamente entre a noite desta quarta-feira (23) e a manhã desta quinta-feira (24). Além disso, foi feita uma reserva de combustível para possíveis faltas e o abastecimento de veículos reservas. Sendo assim, o serviço de atendimento do Samu-SP segue normalizado.

Por enquanto, a frota que realiza a coleta de lixo na cidade não foi afetada, mas a persistir a greve, o serviço pode ficar comprometido a partir da sexta-feira (25). A Prefeitura lamenta os transtornos causados à população e ressalta que nenhuma manifestação, por mais justa que seja, pode afetar o direito de ir e vir das pessoas.”

Compartilhe a reportagem nas redes sociais:
Comentários

Deixe uma resposta