Empresas de ônibus de Campinas dizem coletivos podem parar por causa de falta de diesel
Publicado em: 23 de maio de 2018
Associação das viações propôs plano de contingenciamento
ADAMO BAZANI
As empresas de ônibus VB Transporte, Itajaí, Pádova, Onicamp e Expresso Campibus, que operam o sistema de Campinas, no interior de São Paulo, informaram agora há pouco que os serviços de transportes da cidade podem ser prejudicados caso a greve dos caminhoneiros seja mantida.
Os estoques de diesel nas garagens estão no final e o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros da Região Metropolitana de Campinas – SetCamp diz que amanhã os ônibus podem parar.
A proposta da entidade é que as empresas operrem com frota de entrepico durante todo o dia, a partir de hoje. “Para não pararmos, propomos que haja uma redução de 40% dos veículos que circulam nos horários de pico.” – disse em nota ao Diário do Transporte, o diretor de Comunicação do Sindicato, Paulo Barddal.
Nesta quarta-feira, segundo a entidade, os caminhoneiros bloquearam as bases de abastecimento de combustíveis próximas às principais refinarias do Estado – Paulínia, Santos, São José dos Campos, Ribeirão Preto, Sorocaba e Barueri.
“Os caminhões das concessionárias não estão conseguindo carregar diesel, combustível utilizado pelos ônibus. Como trabalhamos com estoque para um dia e, no máximo, um dia e meio, já estamos pensando em um esquema de contingenciamento. Entendemos que é melhor manter o serviço, mesmo que reduzido, do que interromper totalmente”, complementou o diretor da entidade que ainda defendeu a desoneração do combustível pelo alto custo que representa nas operações.
Em Campinas, operam 831 ônibus diariamente apenas levando-se em conta as cinco concessionárias operadoras. “O consumo diário de óleo diesel pelas concessionárias de Campinas é de 124 mil litros. O diesel representa 27,79% do custo do transporte”, explicou Paulo Barddal.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

