Padilha afirma que resposta sobre aumento de combustíveis sairá após diálogo com Petrobras

Diálogo está marcado para ocorrer nesta terça-feira, 22 de maio de 2018. Foto: Agência Brasil

Ministro-chefe da Casa Civil afirmou ainda que Temer pretende dar maior previsibilidade aos preços

JESSICA SILVA PARA O DIÁRIO DO TRANSPORTE

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou que o governo poderá dar uma resposta aos caminhoneiros sobre o aumento do preço dos combustíveis apenas após conversar com a Petrobras. O diálogo está marcado para ocorrer nesta terça-feira, 22 de maio de 2018.

“Temos uma política internacional de preços que a Petrobras acompanha diariamente e isso tem dado aumento. O dólar subindo e o petróleo subindo, os dois subindo internacionalmente, por certo, tínhamos que ter um aumento nos combustíveis” – disse o ministro, em entrevista coletiva.

“O que vamos tentar agora, e o presidente está presidindo a reunião, é que vamos ver se encontramos um ponto para que possa ter um pouco mais de controle deste processo, para que os maiores interessados, o cidadão brasileiro e também os transportadores, possam ter previsibilidade em relação ao que vai acontecer”.

As declarações foram feitas antes da reunião marcada com o presidente Michel Temer. A reunião começou às 18h e conta com a presença dos ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Eduardo Guardia (Fazenda), Moreira Franco (Minas e Energia) e Esteves Colnago (Planejamento). O secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, também está presente, conforme consta na agenda.

Relembre: Presidente Michel Temer fará reunião para discutir preço dos combustíveis

A previsibilidade é citada porque, desde julho de 2017, a Petrobras adota uma política de reajuste que permite que os aumentos ocorram com frequência.

Na última semana, foram cinco reajustes diários. Com isso, na última semana, houve um aumento de 6,98% nos preços da gasolina e de 5,98% no diesel.

De acordo com informações do Valor, desde a mudança do método de reajuste, a gasolina teve alta de 58,76% e o diesel, de 59,32%, no acumulado do período.

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