Prefeitura de Campinas prevê início de novo trecho de obras do BRT dentro de 60 dias

Segundo a Prefeitura, o projeto do BRT irá beneficiar 450 mil pessoas que moram nos distritos do Campo Grande e Ouro Verde.

Intervenções serão realizadas na Avenida Jonh Boyd Dunlop, local de maior impacto para motoristas, moradores e comerciantes

JESSICA SILVA PARA O DIÁRIO DO TRANSPORTE

A Prefeitura de Campinas divulgou nesta quarta-feira, 16 de maio de 2018, que um novo trecho das obras do BRT (Bus Rapid Transit) será iniciado dentro de 60 dias. As intervenções serão realizadas na Avenida Jonh Boyd Dunlop, local de maior impacto para motoristas, moradores e comerciantes.

Segundo informações da administração municipal, entradas e estacionamentos de lojas terão que ser adaptados durante as obras. Não foi divulgado prazo final para a finalização do trecho.

A Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas) informou que os trechos com mais impacto para a implantação do BRT são no começo da avenida, perto do Shopping Unimart e no Jardim Londres. As proximidades do Hospital da Puc-Campinas também serão afetadas pelas obras.

Na via, serão implantados desvios e rotas alternativas. Uma das faixas será para o canteiro de obras e a outra será compartilhada por ônibus e veículos de passeio.

O projeto prevê a retirada de alguns cruzamentos da Avenida Jonh Boyd Dunlop. A intenção da prefeitura é aumentar a velocidade média de circulação dos ônibus com a medida.

TRECHO PAVIMENTADO

Nesta quarta, a Prefeitura também apresentou um trecho de três quilômetros já pavimentado do BRT, que fica entre o bairro Botafogo e a Vila Teixeira.

A via tem tráfego diário entre 80 e 85 mil veículos, segundo informações da Secretaria de Transportes. O local tem o dobro do trecho da Ruy Rodrigues, com canteiro de obras aberto há aproximadamente um mês.

ÔNIBUS CONVENCIONAIS

Ao G1, o secretário de Transportes, Carlos José Barriro, informou que os primeiros trechos finalizados do sistema BRT vão receber ônibus convencionais.

Os percursos serão liberados aos poucos, ainda sem data marcada para a liberação.

ESTAÇÕES DE TRANSFERÊNCIA

O prefeito de Campinas, Jonas Donizette assinou, nesta quarta-feira, uma ordem de serviço para a construção das estações de transferências do Bonfim, Rodoviária e Avenida Alberto Sarmento.

O investimento será de R$ 6 milhões, de acordo com a Prefeitura. A estação da Vila Teixeira está prestes a ser entregue, pois falta apenas o acabamento para ser finalizada.

HISTÓRICO SOBRE O BRT DE CAMPINAS

Conforme publicado pelo Diário do Transporte, o sistema BRT de Campinas terá três corredores de ônibus. O custo total é de R$ 451,5 milhões, e cobre a elaboração dos projetos executivos e a realização das obras. Os trabalhos começaram em maio de 2017.

Do total do custo da implantação, R$ 92 milhões são do Orçamento Geral da União (OGU) e R$ 197 milhões financiados pela Caixa Econômica Federal. A contraparte do município será de R$ 162,5 milhões.

Corredor Campo Grande: 17,8 quilômetros de extensão. Da região central, passará pelo leito desativado do antigo VLT, seguirá pela Avenida John Boyd Dunlop até o terminal Itajaí.

Corredor Ouro Verde: 14,5 quilômetros. Da região central, seguirá pelas avenidas João Jorge, Amoreiras, Ruy Rodriguez, Camucim até o Terminal Vida Nova.

Corredor Perimetral: 4 quilômetros entre a Vila Aurocan e o Jardim Campos Elísios

A elaboração dos projetos executivos e realização das obras dos três corredores BRT foram divididas em quatro lotes. Segundo a Prefeitura, o projeto irá beneficiar 450 mil pessoas que moram nos distritos do Campo Grande e Ouro Verde.

De acordo com a administração municipal, o sistema terá estações de transferência, veículos articulados ou biarticulados, corredores exclusivos com espaços para ultrapassagens, embarque e desembarque pela esquerda, embarque em nível e pagamento desembarcado.

No Ouro Verde serão 14,6 km de extensão, saindo da região central, seguindo pela João Jorge, Amoreiras, Ruy Rodriguez, Camucim até o Terminal Vida Nova.

No Campo Grande serão 17,9 km de extensão, também saindo da região central, seguindo pelo leito desativado do antigo VLT, John Boyd Dunlop e chegando ao Terminal Itajaí. Serão construídas 12 obras entre pontes e viadutos.

Entre os dois corredores haverá um corredor perimetral com 4,1 km de extensão, ligando a Vila Aurocan até o Campos Elíseos, seguindo pelo leito desativado do VLT.

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