Sindicato dos Metroviários repudia, em nota, declarações de secretário sobre suspeita de sabotagem em pane que fechou toda a linha 1- Azul

Problema na linha 1 afetou também linha 2 e linha 3, que circularam com velocidade reduzida e maior lotação. Causas ainda são dúvidas

Clodoaldo Pelissioni e Metrô disseram que há suspeita de uso indevido de “botão de emergência” que não é de conhecimento de leigos

ADAMO BAZANI

Em pleno dia de comemorações do aniversário de 50 anos da Companhia do Metrô de São Paulo, os passageiros foram surpreendidos pelo fechamento de todas as estações da linha 1-Azul (Tucuruvi-Jabaquara), que paralisou os serviços das 8h50 às 10h17 e também prejudicou, provocando redução de velocidade, as linhas 2-Verde (Vila Madalena  – Vila Prudente) e 3 – Vermelha (Itaquera – Barra Funda).

Houve falta de energia e, em declarações em vários órgãos de imprensa, tanto o secretário estadual de Transportes Metropolitanos de São Paulo, Clodoaldo Pelissioni, como o diretor de operações do Metrô, Milton Gioia Junior, disseram que pode ter havido sabotagem ou conduta irregular.

“Somente alguém com conhecimento do sistema metroviário poderia ter feito apertado o botão, pois a ferramenta não é de conhecimento dos usuários” – disse Pelissioni

Em nota oficial o Metrô também informou que “uma série de atuações indevidas e não autorizadas de equipamentos de emergência das estações provocaram a desernegização da linha 1-Azul” – Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2018/04/24/pelissioni-suspeita-de-sabotagem-na-paralisacao-da-linha-1-azul-do-metro-de-sao-paulo/

Após as declarações, o Sindicato dos Metroviários de São Paulo, alegou, entretanto, que “apurou junto aos funcionários que houve falha no sistema do SPAP (mecanismo de segurança para proteção dos usuários nas plataformas) que atuou sozinho em dois locais quase ao mesmo tempo. Foi verificado que o lacre dos pontos de atuação do sistema de emergência nas plataformas não foram violados, ou seja, não ocorreu atuação por interferência humana. O sistema só foi normalizado após o reset no comando em todas as estações do trecho, o que demonstra falha do sistema.”

A entidade trabalhista disse ainda que já ocorreu este problema no Metrô e classificou de “irresponsáveis” as  declarações do secretário de Transportes (Clodoaldo Pelissioni), “que chegou a insinuar que os metroviários poderiam ter cometido ato de sabotagem.”

No final, o sindicato deu um tom político à nota.

Na manhã deste dia 24 de abril, em que se completou 50 anos do Metrô de São Paulo, uma falha paralisou por horas a Linha 1 -Azul e afetou a Linha 2 – Verde. Segundo declarações da empresa houve falta de energia elétrica.

O Sindicato dos Metroviários apurou junto aos funcionários que houve falha no sistema do SPAP (mecanismo de segurança para proteção dos usuários nas plataformas) que atuou sozinho em dois locais quase ao mesmo tempo. Foi verificado que o lacre dos pontos de atuação do sistema de emergência nas plataformas não foram violados, ou seja não ocorreu atuação por interferência humana. O sistema só foi normalizado após o reset no comando em todas as estações do trecho, o que demonstra falha do sistema. Ainda apuramos que essa falha já ocorreu em outra ocasião, o que é de conhecimento da empresa.

Aproveitamos a oportunidade para repudiar as declarações irresponsáveis do secretário de Transportes (Clodoaldo Pelissioni) que chegou a insinuar que os metroviários poderiam ter cometido ato de sabotagem.

A verdade é que apesar de toda sabotagem que os consecutivos governos do PSDB fizeram no governo de São Paulo, em especial no Metrô, intensificando as políticas de terceirização, privatização e vários esquemas de corrupção, os metroviários é que são os verdadeiros responsáveis pelo transporte de mais de 4 milhões de usuários diariamente, mesmo enfrentando todo o sucateamento e precarização impostas pelo Governo do Estado e Direção do Metrô.

O Sindicato vem denunciando a falta de investimentos no transporte público. Atualmente faltam peças para reposição, o quadro de funcionários é reduzido e não há prioridade na política de prevenção para evitar e diminuir o número de falhas. A privatização e a terceirização afetam a qualidade dos serviços prestados.

Por fim, os consecutivos governos do PSDB têm provocado o desmonte da empresa pública, preferindo beneficiar empresas privadas envolvidas em grandes esquemas de corrupção que financiam suas campanhas.

Sindicato dos Metroviários de São Paulo

OUTRAS FALHAS

O dia de aniversário de 50 anos do Metrô não trouxe boas surpresas para os usuários. Também nesta terça-feira, 24 de abril, a companhia cancelou a operação assistida na Linha 15-Prata do monotrilho pelo segundo dia consecutivo.

As estações São Lucas, Camilo Haddad, Vila Tolstói e Vila União estão fechadas por uma falha em um equipamento de via. Segundo informações do Metrô, a operação comercial entre as estações Oratório e Vila Prudente está funcionando normalmente, com cobrança de tarifa e horário normal.

Relembre: Metrô cancela operação assistida na Linha 15-Prata pelo segundo dia consecutivo

Nesta segunda-feira, 23 de abril de 2018, a operação assistida também foi cancelada, pela mesma falha no equipamento de via. O Metrô não informou um prazo para normalização do funcionamento do sistema.

Relembre: Operação da Linha 15-Prata está parcialmente suspensa em São Paulo

A Linha-15 funciona em esquema de operação assistida entre as estações São Lucas e Vila União, de segunda a sexta-feira, das 10h às 15h. Segundo o Metrô, essa operação “é necessária para permitir a maturação dos equipamentos e de sistemas. Os usuários estão sendo informados sobre o cancelamento da Operação Assistida na Linha 15- Prata pelo sistema de som das estações e trens”.

Além disso, a linha ainda está em fase de testes no novo sistema de controle dos trens. No último domingo, 15 de abril, as estações ficaram fechadas ao público das 4h40 às 16h.

Relembre: Linha 15-Prata do monotrilho terá funcionamento interrompido no domingo

Em março, o funcionamento da linha foi interrompido diversas vezes para o mesmo objetivo, os testes no novo sistema de controle. As estações ficaram fechadas nos dias 3 e 4 de março, um fim de semana, e de 8 a 11 de março, conforme publicado pelo Diário de Transporte.

Relembre:

Operação das linhas 15-Prata do Monotrilho e 5-Lilás do Metrô tem alterações no fim de semana

Linha 15-Prata do monotrilho de São Paulo ficará fechada de quinta a domingo

Relembre Matéria de 50 anos do Metrô

https://diariodotransporte.com.br/2018/04/22/metro-de-sao-paulo-50-anos-nao-da-para-imaginar-a-regiao-metropolitana-sem-ele/

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

4 comentários em Sindicato dos Metroviários repudia, em nota, declarações de secretário sobre suspeita de sabotagem em pane que fechou toda a linha 1- Azul

  1. Não dá pra acreditar numa virgula que esse presidente de sindicato diz.
    Querem derrubar um governo corrupto para pôr outro em seu lugar, só isso; pôr um governo que além de roubar ponha gente do sindicato em cargos de confiança no governo. Se um governo de esquerda fizer o desmonte dos serviços do metrô, será que o sindicalista ficará indignado ou aceita calado a patifaria?
    É o que eu penso, infelizmente. De boas intenções o inferno tá cheio! A esquerda é boazinha só quando convém, pra atrair voto dos trouxas, chega ao poder faz coisa pior!

  2. Nunca sabem de nada, joga sempre um para o outro, e quem paga e o trabalhador que precisa diariamente, piada e vergonha.

  3. Desculpa esfarrapada, para desviar o foco da incompetencia …

  4. Não é a primeira vez que a cúpula do metrô alega que uma falha no sistema metroviário paulista é creditada a sabotagem por parte dos funcionários. Ocorre que até hoje, nas sindicâncias internas para apuração dos fatos, nunca foi provado nada, mas nem perto disso. Nos últimos 02 descarrilhamentos, ficou provado que o motivo foram peças de má qualidade trocadas por terceirizados. Na colisão ocorrida na linha 03, próximo ao Carrão foi falha no novo sistema de sinalização do metrô. Isso que o secretário disse está mais para tirar a responsabilidade da empresa e do governo.

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