Ônibus elétricos da BYD chegam a Auckland, maior cidade da Nova Zelândia

Jacinda Ardern, primeira-ministra do país, quer zerar emissões de carbono até 2050

ALEXANDRE PELEGI

A BYD, empresa pioneira em soluções de energia limpa, chegou a Auckland, maior cidade da Nova Zelândia, com 1,4 milhão de habitantes. Nesta terça-feira, dia 17 de abril, passaram a circular pela cidade neozelandesa os dois primeiros ônibus 100% elétricos Enviro200EV.

Os ônibus combinam a comprovada tecnologia elétrica e de baterias da BYD com o design e a experiência da encarroçadora britânica ADL (Alexander Dennis Ltd).

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Modelo Enviro200EV, produzido pela parceria BYD ADL, em operação na Rota 153, em Londres, pela operadora Go-Ahead London

O modelo BYD ADL Enviro200EV já circula em Londres com uma frota de 11 veículos, em três linhas operadas pela Go-Ahead London.

Para a cidade de Auckland, os Enviro200EV possuem 12 metros de comprimento, com capacidade máxima de 55 passageiros e bateria de fosfato de ferro patenteada da BYD. O sistema de freio regenerativo dos veículos converte parte da energia cinética em eletricidade e armazena na bateria, dando ao ônibus maior autonomia.

Liu Xueliang, Gerente Geral da Divisão de Vendas de Automóveis da BYD pacífico-asiática, afirmou: “Estamos animados com nossa estreia no mercado neozelandês. Esses ônibus são mais silenciosos, limpos e melhores para o meio ambiente. Estou confiante de que a versatilidade destes veículos permitirá cumprir facilmente os requisitos do ciclo de trabalho de Auckland”.

A cidade de Auckland investe para desenvolver uma rota de ônibus com zero-emissão, uma vez que o transporte motorizado é responsável por mais de um terço das emissões de gases do efeito estufa da cidade.

Em 2017, o prefeito da cidade se comprometeu a adquirir apenas ônibus com emissão zero até 2025. A Auckland Transport, responsável pelos serviços de transporte na cidade, disse que os ônibus ajudarão o departamento a avaliar com precisão se os ônibus elétricos suprem a necessidades dos seus usuários, em que rotas eles podem operar e sua viabilidade comercial.

PRIMEIRA-MINISTRA DA NOVA ZELÂNDIA QUER ZERAR EMISSÕES ATÉ 2050

Nesta quarta-feira, dia 18 de abril, a primeira ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, publicou um importante artigo no jornal inglês The Guardian, em que conclama os demais países a se comprometerem a zerar suas emissões líquidas de carbono até 2050.

“Fomos o primeiro país em que as mulheres conquistaram o direito de votar, estávamos na vanguarda do movimento antinuclear e nos sentamos à mesa quando as Nações Unidas surgiram. E estamos prontos para liderar as mudanças climáticas, o desafio que define nossa geração. (…) A liderança nas mudanças climáticas não pode ser deixada para as grandes economias. Requer uma ação ampla e profunda. A Nova Zelândia contribui com menos de 1% das emissões globais. No entanto, juntos, os pequenos emissores do mundo respondem por cerca de um quarto das emissões globais. A história nos chama a fazer nossa parte”.

Isabella Lövin, vice-primeira ministra da Suécia, um dia antes (17 de abril), já usara o espaço do jornal The Guardian para reforçar a luta pela bandeira da emissão líquida zero:

“Atender a uma meta de zero líquido carbono não será fácil para todos os setores da economia. Nós sabemos como fazer isso para eletricidade, aquecimento e transporte rodoviário; para outros, como a agricultura e a aviação, será mais desafiador. Aqui, devemos confiar na inovação, cuja velocidade continua a surpreender. E podemos acelerar mudanças nesses setores com instrumentos financeiros específicos, como o imposto sobre a aviação que a Suécia apresentou este mês”, escreveu Lövin.

As duas governantes se alinham com as ideias da Ministra do Crescimento Limpo do Reino Unido, Claire Perry. Claire anunciou que o Reino Unido vai revisar suas metas climáticas, e que seu país terá que se comprometer em zerar suas emissões até 2050.


Vídeo mostra primeiro dia da operação em Londres do modelo Enviro200EV na Rota 153, operada pela Go-Ahead London. Com este modelo, que entrou em operação em fevereiro de 2018, a Go-Ahead soma 11 veículos elétricos BYD ADL em sua frota.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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