Startup projeta colocar 1 milhão de veículos elétricos na Índia até 2021

Foto: Bhavish Aggarwal, fundador da Ola e CEO da startup indiana

Narendra Modi, primeiro-ministro do país, anunciou que planeja aumentar significativamente o número de veículos movidos a energia limpa nas ruas da Índia

ALEXANDRE PELEGI

Dez mil riquixás elétricos de três rodas no prazo de um ano, um milhão de veículos movidos a bateria até 2021… As metas ambiciosas foram definidas pela Ola, startup administrada pela ANI Technologies na Índia.

A empresa indiana, principal concorrente da Uber no segundo país mais populoso do planeta, iniciou a discussão de políticas públicas com governos estaduais. Pelo lado da produção, a Ola deu início a tratativas com possíveis parceiros da empreitada, o que envolve desde fabricantes de veículos até fábricas produtoras de baterias.

Em sintonia com os objetivos do governo indiano, a Ola quer sair na frente. Narendra Modi, primeiro-ministro da Índia, já anunciou que planeja aumentar significativamente o número de veículos movidos a energia limpa nas ruas do país, o sétimo maior em área geográfica do mundo.

Em março deste ano, o Ministério de Energia comunicou que o primeiro-ministro havia ordenado aos membros de sua equipe de governo que buscassem formas de garantir que, até 2030, a maioria dos veículos do país fosse movida a eletricidade.

A indústria automotiva ainda procura entender como o populoso país atingirá essa meta, que exigirá investimentos e incentivos gigantescos.

Enquanto isso, a Ola busca expandir um projeto-piloto que realiza na cidade de Nagpur, na região central da Índia, onde seus primeiros veículos elétricos já atingiram mais de 4 milhões de quilômetros rodados.

Envolvendo uma série de veículos elétricos, que vão desde táxis até os riquixás de três rodas, o projeto inclui ainda uma frota de ônibus, instalações solares em telhados, estações de recarga e experimentos de troca de baterias.

Na Índia, o que muitos de nós conhecemos por “tuc-tuc” lá é chamado de rickshaw, referência ao riquixá original, de tração humana, transporte barato e existente em todo lugar. A ideia da Ola é ampliar esse tradicional meio de transporte com o uso da matriz elétrica. Atualmente há vários modelos que circulam com motor a gasolina, gás natural ou gás liquefeito de petróleo.

A startup foi fundada em 2011 pelos engenheiros Bhavish Aggarwal e Ankit Bhati, e teve uma rápida ascensão no mercado. Após comprar as operações indianas do serviço de entregas Foodpanda, a Ola expandiu seu serviço de carona compartilhada à Austrália. Além disso, adquiriu o aplicativo de emissão de bilhetes para o transporte público Ridlr, com sede em Mumbai.

Os serviços de transporte privado da Ola estão presentes em 110 cidades indianas, totalizando mais de um milhão de motoristas.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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