Volkswagen com novo presidente mundial. Ônibus & Caminhões em grupo separado

Herbert Diess tem a missão de deixar a Volkswagen mais eficiente – Foto DPA. Clique para Ampliar

Herbert Diess assume comando da marca. Além de pesados, foram criados os grupos Volume (que vai incluir a VW, a Skoda e outras marcas), Premium (Audi) e Super Premium (Porsche, Bentley, Bugatti e Lamborghini)

ADAMO BAZANI

Com Agências internacionais

Após o escândalo apelidado de dieselgate, que consistiu em adulterações de programas de computador de 11 milhões de veículos para mascarar os reais índices de poluição pelos modelos modivos a diesel, que começou na Alemanha, a estrutura da Volkswagen, que esteve no epicentro da crise, começou a ser reformulada.

Até agora, o prejuízo à Volkswagen pelo escândalo foi de 25 bilhões de euros , em torno de R$ 105 bilhões. A maior parte deste valor se refere a processos judiciais, em especial na Europa e EUA.

Na ocasião, em 2015, após a renúncia forçada de Martin Winterkorn, o executivo Matthias Müller assumiu a presidência da empresa com a missão de tomar iniciativas que revertessem a imagem negativa do Grupo Volkswagen por causa do escândalo. O contrato de Müller era para durar até 2020, mas, nesta quinta-feira, 12 de abril de 2018, a empresa anunciou um novo dirigente: Herbert Diess, de 59 anos, que se tornou chefe da marca BMW dentro do grupo em 2015.

O executivo tem uma missão mais comercial que midiática: deixar o grupo mais enxuto e administrar as 12 marcas que estão sob o guarda-chuva do Grupo Volkswagen.

O segmento de ônibus e caminhões será separado operacionalmente do grupo e deve ter mais autonomia. O desenho para o mercado de pesados já vinha se consolidando desde de 2015, com a criação da holding Truck & Bus GmbH, que reúne as marcas MAN, Volkswagen Caminhões & Ônibus e Scania. Relembre matéria do Diário do Transporte, na época:

https://diariodotransporte.com.br/2015/05/05/grupo-volkswagen-une-definitivamente-man-e-scania-no-mundo/

Em relação aos veículos leves, serão criados três grupos: Volume (Volkswagen, Skoda e outras marcas), Premium (Audi),  Super Premium (Porsche, Bentley, Bugatti e Lamborghini).

Haverá também um grupo para as operações na China, hoje um dos maiores mercados da Volkswagen.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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