Prefeita de Paris quer transporte público gratuito para combater poluição

Publicado em: 20 de março de 2018

Prefeita de Paris, Anne Hidalgo

Anne Hidalgo constituiu comissão para analisar viabilidade econômica do projeto

ALEXANDRE PELEGI

A prefeita de Paris, Anne Hidalgo, quer estudar a tarifa zero na cidade. A medida faz parte dos planos de proteção ao meio ambiente.

Anne apresentará hoje ao Conselho da capital francesa um projeto de estudo sobre a viabilidade de tornar gratuito o transporte público na capital francesa.

Uma comissão especializada foi constituída para examinar nas próximas semanas um modelo econômico que torne o projeto viável.

Em declarações a agência de notícias, Anne Hidalgo afirmou:

‘O tema da gratuidade do transporte é uma das questões chaves na mobilidade urbana, na qual o lugar do automóvel contaminante já não é central’.

Anne afirmou ainda que todas as grandes cidades do mundo estão comprometidas com a questão ambiental, pois ‘está em jogo a necessidade de melhorar a qualidade do ar e proteger a saúde dos cidadãos‘.

Ela considerou necessário buscar alternativas para tornar o transporte público mais atraente, o que inclui também melhorar este serviço prestado aos cidadãos.

Dados divulgados pela imprensa francesa indicam que o transporte público na região parisiense gera um faturamento de 3,8 bilhões de euros/ano. O desafio do projeto será descobrir como sua gratuidade poderá se sustentar.

Com o projeto de Hidalgo, Paris acompanha outros lugares como a Alemanha, onde já se discute a possibilidade do transporte público gratuito de cinco cidades. Confira:

Alemanha propõe transportes públicos gratuitos para reduzir a poluição.

Alexander Pelegi, jornalista especializado em transportes

Comentários

  1. João Luis Garcia disse:

    Essa matéria deve ser muito bem estudada pelo setor pois a médio e longo prazo o transporte privado feito por empresas particulares de transportes de passageiros pode estar ameaçado

  2. Debora Diogo disse:

    Excelente exemplo de como o poder público pode e deve agir priorizando a redução das emissões e da poluição atmosférica em resposta às alterações climáticas. Está aí um desafio aos nossos empresários e gestores tupiniquins que fazem desse serviço essencial fontes de enriquecimento e lucros em detrimento da qualidade ambiental das cidades e do direito à mobilidade.

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