Edital da segunda fase do VLT em Santos deve ser lançado até o fim de março
Publicado em: 3 de março de 2018
Objetivo é criar 14 estações do modal para interligar às 15 que já existem no município
JESSICA SILVA PARA O DIÁRIO DO TRANSPORTE
O lançamento do edital para a segunda fase das obras do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) em Santos está previsto para ser lançado até o fim de março. O prazo foi estimado pelo secretário de Transportes Metropolitanos do Estado, Clodoaldo Pelissioni. O anúncio foi feito nesta semana em uma audiência convocada pelo prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa.
A segunda fase das obras terá 14 estações e pouco mais de oito quilômetros de extensão. O objetivo é interligar as 15 estações que já existem até o Valongo, bairro da área central do município.
O custo estimado da segunda fase é de R$ 450 milhões. Após o lançamento do edital, a previsão informada é de que as obras comecem ainda em 2018 e fiquem prontas dentro de um prazo de dois anos.
Quando a segunda fase do VLT estiver concluída, o sistema deve passar pela Rua Campos Melo, na Encruzilhada, seguindo pela Rua João Pessoa. A volta será feita pelas ruas Amador Bueno, Constituição e Conselheiro Nébias, no sentido Centro/Praia.
Um estudo será feito para verificar a necessidade de realizarem desapropriações de imóveis para liberar passagem para o VLT fazer curvas com segurança e para a criação de novas estações. A possibilidade ainda não foi confirmada ou descartada.
Em 2017, o Consema (Conselho Estadual de Meio Ambiente) emitiu o licenciamento ambiental prévio para expandir o sistema VLT de transporte. Esse foi o último estágio necessário para viabilizar o projeto.
Confira os detalhes dessa fase no Diário do Transporte:
HISTÓRICO: VLT DA BAIXADA
O VLT da Baixada Santista começou a operar em abril de 2015. A operação comercial passou a ser desde 31 de janeiro de 2016, com a ampliação gradativa do número de estações e horário de operação.
Foi somente em 31 de janeiro de 2017 que foi entregue o primeiro trecho completo, com 11,8 quilômetros de extensão e 15 estações fazendo a ligação entre o Porto de Santos e o Terminal Barreiros, em São Vicente.
Com o segundo trecho o VLT começa a ganhar forma, e a impactar de forma mais decisiva na mobilidade da região da baixada santista.
Em 22 de outubro de 2017, o Diário do Transporte foi conhecer o VLT da Baixada Santista, obra da EMTU. Relembre:
https://diariodotransporte.com.br/2017/10/22/especial-por-dentro-do-vlt-da-baixada-santista/
Sistema Integrado Metropolitano da Baixada Santista – SIM/VLT
O ano de 2017 consolidou o VLT como fundamental para a mobilidade dos usuários na Baixada Santista. Em janeiro foram entregues 4,5 km e as cinco estações restantes do primeiro trecho (Bernardino de Campos, Ana Costa, Washington Luiz e Porto, em Santos, e Terminal Barreiros, em São Vicente). O sistema passou então a operar nos 11,5km planejados.
Em agosto foi iniciada a operação do pátio de estacionamento e manobras. Localizado no Terminal Barreiros e com capacidade para seis VLTs, é importante como apoio à circulação dos VLTs no sentido Barreiros-Porto. No mesmo mês foi disponibilizado aos usuários neste terminal um bicicletário para 100 unidades, além do edifício de apoio com área de 164 m², sala administrativa e banheiros para o uso dos condutores.
Integração beneficiou usuários municipais e metropolitanos
A integração tarifária de dez linhas municipais de Santos com o VLT começou em setembro, propiciando aos usuários uma economia de R$ 3,50 em cada viagem. Mais oito linhas metropolitanas também passaram a fazer integração ao novo sistema, totalizando 45 serviços intermunicipais. Os passageiros passaram a contar com a integração entre os três modais (Intermunicipal + VLT + municipal), pagando o valor da maior tarifa mais R$ 1,00. A integração se deu com base em convênio assinado em julho de 2017 entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Santos.


A cidade está recebendo um excelente meio de transporte público, eficiente, e que proporciona viagens muito mais confortáveis do que o modal rodoviário, constituído por um corredor estruturador dos transportes coletivos intermunicipais, e assim se desenvolve em quase todo o seu trajeto.
Entretanto, diferentemente do previsto no trecho Barreiros – Porto, em que há 7 (sete) regiões de desvios ao longo de seus 11,5 km de extensão, o traçado aprovado para a segunda etapa, em direção ao Centro de Santos, não permitirá, a operação temporária em via singela para ultrapassar eventuais pontos de obstrução, operação essa comumente utilizada em qualquer sistema de transporte de passageiros sobre trilhos.
O serviço de bondes elétricos, que serviu a cidade por décadas, já atendia a esse conceito. A partir do centro, o trajeto era feito sempre por corredores de duas vias, como os das avenidas: Ana Costa, Conselheiro Nébias, Eduardo Guinle, Senador Dantas, Pedro Lessa, sem falar na via dupla existente em toda a orla da praia. Em todos esses corredores haviam desvios ao longo do percurso, permitindo a circulação em via singela em caso de obstrução da via normal.