Trecho 2 do VLT da Baixada Santista tem concessão de licença ambiental prévia
Publicado em: 1 de novembro de 2017
Concessão para o trecho Conselheiro Nébias – Valongo do VLT saiu publicada nesta quarta-feira (1) no Diário Oficial do Estado
ALEXANDRE PELEGI
Quando Adamo Bazani, editor do Diário de Transportes, esteve recentemente na Baixada Santista visitando o VLT, ele conversou com o diretor do setor de trilhos da BR Mobilidade, operadora do VLT entre Santos e São Vicente, Julio Zapata. Julio falou sobre sua expectativa quanto ao trecho 2, ainda não iniciado. Julio disse:
“As obras para a construção do segundo trecho, entre Conselheiro Nébias e o Valongo, já deveriam ter sido licitadas, mas a concorrência deve sair neste ano. Novos trens estão chegando. Até agora, o VLT não foi suficiente para tirar muitos carros das ruas e reduzir linhas de ônibus porque sua rede não está completa. Quando for na direção do centro de Santos, com o ramal 2, aí vamos começar a sentir a diferença mais significativa na mobilidade aqui da região”, explicou.
O trecho 2 do VLT começa a se tornar realidade: o Diário Oficial do Estado publicou nesta quarta-feira (01/11) o comunicado da Cetesb concedendo a licença ambiental prévia para o trecho Conselheiro Nébias – Valongo do VLT (trecho 2), com 8km de extensão e 14 estações previstas.
O Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) aprovou por unanimidade a concessão da licença em 24/10.
VLT DA BAIXADA
O VLT da Baixada Santista começou a operar em abril de 2015. A operação comercial passou a ser desde 31 de janeiro de 2016, com a ampliação gradativa do número de estações e horário de operação.
Foi somente em 31 de janeiro de 2017 que foi entregue o primeiro trecho completo, com 11,8 quilômetros de extensão e 15 estações fazendo a ligação entre o Porto de Santos e o Terminal Barreiros, em São Vicente.
Com o segundo trecho o VLT começa a ganhar forma, e a impactar de forma mais decisiva na mobilidade da região da baixada santista.
Relembre aqui a visita que Adamo Bazani fez em 22 de outubro de 2017 ao VLT da Baixada Santista, obra da EMTU:
https://diariodotransporte.com.br/2017/10/22/especial-por-dentro-do-vlt-da-baixada-santista/
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transporte


O trajeto do trecho 2 descaracteriza o corredor estruturador de transporte de média capacidade que vinha sendo construído na Região Metropolitana, por efetuar os percursos de ida e volta por caminhos distintos, em vias férreas que não se comunicam, diferentemente do previsto para os demais trechos. Com 8 (oito) km de extensão, esse traçado jamais foi visto em sistema sobre trilhos de outra cidade.
Sujeitará à interrupção do serviço, em caso de falha de um VLT, ou em caso de qualquer outra ocorrência sobre a via ao longo dos seus 8 km de percurso, uma vez que não oferece alternativa para se desviar do local eventualmente obstruído, diferentemente do que ocorre no trecho em operação.
Os custos de implantação do projeto deverão ser também maiores, se comparados com os custos de um corredor de dupla mão, uma vez que serão executadas obras de infraestrutura, estações e implantação de sistemas em artérias distintas, uma para cada sentido de tráfego.
Causará maior impacto à cidade, trazendo transtornos a uma quantidade maior de moradores e comerciantes, uma vez que as obras serão realizadas em duas artérias ao longo de todo o trecho, enquanto poderiam ser concentradas em uma única artéria.
Necessitará de desapropriações para acomodar as curvas das vias férreas e as estações ao longo do trecho, que também impactarão o custo da obra. Esse custo poderia ser evitado, caso fosse adotado outro trajeto, e o valor aplicado de outra forma no empreendimento.
Mas em que pé está, pois estamos em Fevereiro de 2018 ?