Prefeitura libera segunda parcela de R$ 30 milhões de dívida de Haddad com empresas de ônibus

Ônibus em São Paulo. Se não houvesse subsídios, tarifa seria de R$ 6,66, diz relatório da prefeitura – Clique na foto para ampliar

Débito total é de R$ 302 milhões. Valor não sai dos subsídios deste ano

ADAMO BAZANI

A prefeitura de São Paulo autorizou o remanejamento da segunda parcela de R$ 30,2 milhões (R$ 30.231.107,04) para quitar um débito com as empresas de ônibus operadoras das linhas municipais contraídas ainda na gestão do ex-prefeito Fernando Haddad.

A primeira parcela foi paga no início do mês. Ao todo são dez parcelas que somam R$ 302,31 milhões (R$ 302.311.070,40).

A dívida se refere a subsídios que não foram pagos em 2016.

Um acordo entre a gestão João Doria e as viações permitiu o parcelamento do débito com o início de pagamento agora no ano de 2018.

Nesta segunda retirada, o dinheiro faz parte de um total de R$ 33,1 milhões (R$ 33.115.542,69). Também recebem verbas por este remanejamento, ações como Implantação da Casa da Mulher Brasileira e Políticas, Programas e Ações para a População LGBT.

O pagamento deste débito de R$ 302,31 milhões não faz parte do total de subsídios ao sistema de transportes reservado para este ano, de R$ 2,31 bilhões.

A gestão Doria acredita que este valor será suficiente, mas seguindo o perfil de gastos do ano passado, poderá haver necessidade de complementações. O sistema precisou em 2017 de R$ 2,9 bilhões de complementos, entretanto, no ano passado a tarifa unitária ficou congelada em R$ 3,80. Neste ano, a passagem foi reajustada em 07 de janeiro.

Os subsídios ocorrem porque o valor que o sistema arrecada nas catracas é insuficiente para cobrir os custos operacionais, que embutem o lucro dos empresários.

Gratuidades, integrações por meio do Bilhete Único e outros benefícios pressionam os custos que não são cobertos integralmente pela arrecadação nas catracas.

Nas projeções oficiais da prefeitura, na ocasião do reajuste do valor da tarifa em 07 de janeiro de 2018, de R$ 3,80 para R$ 4, a administração diz que sem os subsídios, hoje a tarifa em São Paulo, para manter as gratuidades, as integrações com o Bilhete Único e o ritmo de renovação de frota, deveria ser de R$ 6,66.

Veja todos os números em detalhes, inclusive dos lucros das empresas neste link:

https://diariodotransporte.com.br/2017/12/29/raio-x-transportes-sao-paulo-caixa-preta-transportes-onibus/

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Eu disse:

    Palmas para o visionário Haddad que deixou estas “heranças malditas” para o prefeito seguinte.

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