Alta no frete dos Correios prejudica evolução do e-commerce, denuncia site de vendas ‘Mercado Livre‘

Reajuste no frete vai encarecer produtos. Serviços de entregas por ônibus rodoviários surge como boa alternativa de custo e prazo

ALEXANDRE PELEGI

O Mercado Livre, maior plataforma de e-commerce do país, está em guerra com os Correios. O site de vendas mais popular da internet lançou nesta terça-feira, dia 27 de fevereiro, uma campanha denunciando o reajuste de, segundo afirma, até 51% nos fretes dos Correios. Ainda de acordo com o site, o aumento médio no custo para o envio de encomendas será de 29% a partir de 6 de março. A campanha está escorada na hashtag #FreteAbusivoNão.

O Mercado Livre afirma que esse aumento prejudicará consumidores e pequenos e médios empreendedores que vendem pela internet e se utilizam dos serviços de entrega dos Correios para realizar suas operações.

Em uma postagem em seu site, a plataforma de e-commerce afirma, entre outras coisas, que o aumento dos Correios vai impactar “um dos poucos setores que registram crescimento contínuo, ano após ano, no Brasil – o comércio eletrônico”.

Usando a mesma arma da empresa – a internet –, o Correios se defendeu em nota publicada em sua página do Facebook. No texto afirma que, ao contrário do que foi divulgado, o reajuste não será de “até 51% no frete dos produtos a todos que compram e vendem pela internet”, mas sim de 8%, em média para os objetos postados entre capitais e nos âmbitos local e estadual, que, segundo a empresa, representam a grande maioria das postagens.

Muitos usuários do Mercado Livre estão sugerindo em comentários nas redes sociais que a empresa passe a utilizar outros serviços de entrega, como transportadoras ou empresas de ônibus.

Os serviços de entregas de produtos e documentos por meio de ônibus rodoviários já existem há bastante tempo. Em matéria publicada pelo Diário do Transporte no dia 19 de fevereiro afirmamos, no entanto, que essa modalidade tem muito ainda para crescer, seja pelo fato de ferramentas tecnológicas aprimorarem o atendimento ou porque muitas pessoas ainda não conhecem estas atividades.

Como apontamos na matéria, em grande parte das viagens, principalmente as de curtas e médias distâncias, os ônibus rodoviários andam com os bagageiros praticamente vazios. E é justamente nesta ociosidade que pode estar um grande mercado para as viações. Para quem quer (e precisa) despachar encomendas, esta pode ser uma boa alternativa.

Agora, diante do aumento dos custos, somado à perda de eficiência dos Correios, os empreendedores que vendem por meio de plataformas de comércio eletrônico podem encontrar vantagens, como menor tempo para a entrega e, muito importante, preços mais baixos.

Clique no link para ler a matéria “TEX, grupo de entrega de encomendas por ônibus, projeta crescimento do mercado, apesar de muitas pessoas ainda não conhecerem este tipo de serviços”:

https://diariodotransporte.com.br/2018/02/19/tex-grupo-de-entrega-de-encomendas-por-onibus-projeta-crescimento-do-mercado-apesar-de-muitas-pessoas-ainda-nao-conhecerem-este-tipo-de-servicos/

Leia a nota do Mercado Livre no link: https://ideias.mercadolivre.com.br/insights/freteabusivonao/

Leia a resposta dos Correios em sua página oficial no Facebook:

https://www.facebook.com/correios/photos/a.405999766150244.97873.404307626319458/1635952826488259/?type=3&theater

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Raphael disse:

    Abuso isso e mais ainda o monopólio de serviço de postagem nas mãos do governo. Uma empresa deficitária e de maus serviços como essa deveria ser privatizada. Existem muitas empresas na area mais competentes nesse tipo de serviço e mais empresas atuando estimularia melhorias para os usuários e competitividade no mercado. Infelizmente os consumidores e quem trabalha com e-commerce aqui no Brasil fica refém de um monopólio que já passou da hora de virar passado.

    1. João Carlos disse:

      Uma coisa que ninguém cita é que o Mercado Livre ganha muito dinheiro às custas dos Correios, em média ele cobra o dobro de seus clientes do que é repassado para os Correios. Usa essa estratégia para beneficiar grandes varejistas e contas premium. Anuncio vários produtos com frete grátis, onde eu pago o frete, o ML me cobra 16,90, mas o valor no recibo dos correios é de 6,90. Não é à toa que o ML cresceu cerca de 30% na crise. Agora estão perdendo a galinhas dos ovos de ouro, ou provando do próprio veneno.

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