TCE suspende licitação da CPTM que escolheria empresa para supervisionar obras de nova estação da Linha 7-Rubi
Publicado em: 17 de fevereiro de 2018
Empresa escolhida deverá supervisionar obras de construção da nova estação de trens Francisco Morato
ALEXANDRE PELEGI
O edital de licitação da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) para a escolha de uma empresa que supervisionará a obra da nova estação de trens Francisco Morato foi suspenso pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) nesta sexta-feira (16). O TCE pediu esclarecimentos à Companhia sobre um suposto “tratamento desigual dos licitantes”.
A licitação, com valor de mais de R$ 22 milhões, seria realizada nesta sexta-feira, dia 16 de fevereiro, e definiria a empresa responsável pela supervisão da obra. A abertura dos envelopes com as propostas estava marcada para as 10 horas, mas acabou suspensa pelo TCE.
No dia 16 de novembro de 2017 o governador Geraldo Alckmin assinou o contrato para a construção da futura estação da Linha 7-Rubi no município de Francisco Morato. A Linha 7-Rubi é a mais extensa da CPTM.
A estação será construída pelo consórcio Spavias-Telar, vencedor da licitação. O consórcio, que será o responsável pela operacionalização da linha, prometeu entregar as obras em até 36 meses.
O investimento total para a obra é de R$ 114 milhões. A nova estação terá 6 mil m² de área construída, com três plataformas de embarque e desembarque, cinco escadas rolantes, três elevadores e todos os itens de acessibilidade para pessoas com deficiência e dificuldade de mobilidade, idosos e gestantes.
REPRESENTAÇÕES AO TCE:
A suspensão da licitação ocorreu após duas representações terem sido encaminhadas ao TCE, reclamando de “tratamento desigual dos licitantes”, “exigência de qualificação técnica em desacordo com a legislação” e “subjetividade dos critérios” para o “julgamento das propostas”.
A CPTM tem agora prazo de cinco dias para prestar os esclarecimentos ao Tribunal.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes


