Em dissídio da categoria, rodoviários de Porto Alegre pedem 3% de aumento real

Foto: Maurício Peres Rodrigues (Ônibus Brasil)

Data-base é dia 1º de fevereiro. Sindicato entregou a proposta aos empresários, exigindo correção salarial pelo INPC, mais 3% de aumento real, e reajuste do vale-alimentação.  

ALEXANDRE PELEGI

O reajuste dos rodoviários e o aumento da tarifa de ônibus em Porto Alegre são dois assuntos de muita tensão na capital gaúcha. Em 2017, por exemplo, as empresas de ônibus chegaram a condicionar o pagamento do dissídio (a data-base é dia 1º de fevereiro) ao reajuste da tarifa do serviço de ônibus municipal. Antes, em 2014, os trabalhadores realizaram uma greve de 15 dias em meio às negociações de reajuste salarial.

O cenário se repete este ano. E a questão central é o impacto que o reajuste do salário de motoristas e cobradores causa na tarifa, de quase 50% da composição do valor da passagem.

No último dia 22 de janeiro o sindicato que representa os rodoviários de Porto Alegre (Stepoa) entregou sua proposta de reajuste salarial para 2018, pedindo 5%, após negarem a proposta do sindicato patronal, de aumento de 1%.

O Stepoa, além do reajuste nos salários da categoria, quer aumento no valor do vale-alimentação (de R$ 25,00 para R$ 27,50), além da manutenção da função de cobrador pelos próximos três anos.

Depois de negociações, e às vésperas da data-base, o Sindicato dos Trabalhadores entregou sua proposta final de reajuste de salário, após consenso da categoria: agora eles pedem a correção salarial pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), e mais 3% de aumento real.

Além disso, mantém as outras reivindicações, como o reajuste do vale-alimentação. A proposta está em poder das empresas, e até o momento os rodoviários não falam em paralisar o serviço.

ROTEIRO PARA AUMENTO DA TARIFA

Há todo um roteiro que precisa ser seguido após a aprovação do dissídio de motoristas e cobradores, representados pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Coletivo Urbanos de Passageiros de Porto Alegre (Stetpoa).

Após a aprovação, o Sindicato das Empresas de Ônibus de Porto Alegre (Seopa) encaminha à EPTC – Empresa Pública de Transporte e Circulação a revisão dos custos das empresas de ônibus.

À luz da legislação e com base nos contratos de licitação, a Empresa municipal calcula o índice de reajuste da tarifa, que segue para análise e validação do Conselho Municipal de Transportes Urbanos (Comtu).

Somente após esse rito, e com a aprovação pelo Conselho do índice sugerido pela EPTC, é que o novo valor da tarifa segue para o prefeito, para publicação por decreto no Diário Oficial do município.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

1 comentário em Em dissídio da categoria, rodoviários de Porto Alegre pedem 3% de aumento real

  1. Até o fim de março já entra a nova tarifa…chuto que vá para 4,45-4,50, no mínimo.

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